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domingo, maio 11, 2014

Minha música preferida!

Você gosta de música? A pergunta é meio boba não é? Afinal, quem não gosta de música? Eu não conheço ninguém que não goste…
Bom, vou partir do princípio de que você gosta…

Você deve ter uma banda preferida, um cantor, uma cantora, um músico, sei lá… Se você gosta de música você deve ter uma preferência por alguém…

Ah, e você deve ter uma música preferida também…
Música preferida é um troço complicado. Não dá pra ser uma só. Pra mim, a música preferida depende não só da banda, mas do momento. Tem horas que a minha música preferida é “For Whom The Bell Tools” do Metallica. E tem horas que é “Wave” do Tom Jobim. Percebeu como é complicado? Ás vezes eu vou de manhã pro trabalho ouvindo uma e volto a noite ouvindo a outra. Ou seja, é o momento que define isso. Mas, sendo heavy metal ou bossa nova, a música preferida é aquela que quando toca, te leva pra alguma dimensão individual, algum universo paralelo, onde nada mais importa. Só ouvir aquele som.

Agora… você já viu (e ouviu) a sua banda preferida tocando a sua música preferida?

Eu já. Inúmeras vezes!

A minha banda preferida é o Iron Maiden. Eu lembro que entre 86 e 88 eu ouvi uma música do Iron Maiden. Não lembro qual, mas gostei. Mas o lance aconteceu em 93. Tinha um cara no trabalho que estava vendendo toda a coleção dele de discos do Iron Maiden (em Vinil!). Eu comprei. Sem saber o que tinha, quantos discos eram, se estava completa ou não. Eu sou impulsivo com música. Fui pra casa, ouvi todos os discos, um por um. E gostei de todas as músicas que ouvi. E isso define pra mim o que é banda preferida - é aquela que eu gosto de todas as músicas. Simples assim. Já tive umas histórias legais por causa do Iron Maiden (essa, por exemplo). Já fui até operado ao som de Iron Maiden por uma médica que era fã dos caras e colocou pra tocar na sala de cirurgia, quando descobriu que eu gostava.

Mas voltando…
A minha música preferida quando se trata do Iron Maiden é Wasted Years. Ela foi lançada em 1986 como single do disco Somewhere in Time. Ë uma das poucas músicas escritas pelo Adrian Smith, um dos guitarristas da banda.

Foi escrita durante alguma turnê, não sei qual. A letra fala da saudade de casa. De ficar longe dos seus. E dos problemas que isso te traz. Eu nem entendia inglês quando fiz dessa a minha música preferida da banda. Mas o fato é que vira e mexe, ocorreram períodos na minha vida que por questões profissionais e algumas pessoais, eu tive (tenho) que ficar longe da minha casa. E era foda. Eu sentia saudades da minha própria casa de uma maneira quase doentia. Era ridículo. As vezes não eram nem 5 dias fora, mas eu já ficava puto. Tão puto que até mudei de emprego, não só por causa disso, mas com certeza foi um dos fatores. (É óbvio que, quando a viagem é a passeio, a coisa muda!)

Bom, eu estava falando de música…
Eu achava que nunca veria a banda tocando essa música ao vivo. É velha, não estava nos set list. Até que um dia, eles resolveram recriar a turnê de lançamento do disco Somewhere in Time. E “Wasted Years” estava nessa turnê. Não acreditei que veria. Mas vi… uma, duas, três vezes. Fui a dois shows em estados diferentes no Brasil dentro de um período de 7 dias.

A sensação de ver e ouvir a sua banda preferida tocando a sua música preferida é realmente de outro mundo. Todo mundo devia sentir essa sensação. Do ponto de vista racional é até meio bobo, pois são ali 3, 4 minutos e pronto, acabou. Mas sinceramente eu desconfio de quem é muito racional…

Eu já disse pra algumas pessoas: A música tem o poder de salvar vidas. Eu tenho um livro chamado “Noite passada uma música salvou a minha vida”. O livro é médio, mas o título é ótimo. Ainda vou escrever na parede da sala.

Esse ano eu vi de novo: Iron Maiden tocando Wasted Years. Estou mais velho, já não pulo tanto, não tenho tanto fôlego pra berrar a letra a plenos pulmões como fiz nas primeiras vezes. Sou mais contemplativo. Mas a sensação estava lá. Aos primeiros acordes, me arrepiei. Ouvi a letra, cantei em silêncio (pode isso Arnaldo?), entrei no clima e devo ter ido passear em algum universo paralelo, ignorando as trocentas mil pessoas ao meu redor. 5 minutos e pouco de energia total. Revigorante! Enquanto Mr Bruce Dickinson cantava os versos abaixo, eu acompanhava balançando a cabeça lentamente de olhos fechados.

Ao final, abri os olhos, aplaudi. Olhei pro lado e percebi um garotinho de uns 12 anos me olhando fixamente. Tive a sensação que ele ficou me olhando a música toda. Ele continuou me olhando, fez o símbolo do Heavy Metal com a mão ( o chifrinho com o indicador e o mínimo) e riu. Eu devolvi o gesto e tive a certeza: Esse garotinho experimentou a sensação! Essa música é foda!



Wasted Years

From the coast of gold, across the seven seas
I'm travelling on, far and wide
But now it seems, I'm just a stranger to myself
And all the things I sometimes do, it isn't me but someone else

I close my eyes, and think of home
Another city goes by, in the night
Ain't it funny how it is, you never miss it til it's gone away
And my heart is lying there and will be til my dying day

[Chorus]
So understand
Don't waste your time always searching for those wasted years
Face up...make your stand
And realize you're living in the golden years

Too much time on my hands, I got you on my mind
Can't ease this pain, so easily
When you can't find the words to say, it's hard to make it through another day
And it makes me wanna cry, and throw my hands up to the sky

[Chorus]
So understand
Don't waste your time always searching for those wasted years
Face up...make your stand
And realize you're living in the golden years

Anos Perdidos

Da costa do ouro, atravessando os sete mares,
Eu estou viajando, muito distante.
Mas agora parece que eu sou um estranho para mim mesmo.
E todas as coisas que algumas vezes faço, não sou eu, mas um outro alguém.

Eu fecho meus olhos e penso em meu lar.
Outra cidade passa, na noite.
É engraçado não é, você nunca sente falta até perder
E meu coração descansa ali e alí ficará até o dia de minha morte

[Refrão]
Então entenda:
Não perca seu tempo sempre procurando aqueles anos perdidos.
Encare... tome posição.
E perceba que você vive nos anos dourados.

Muito tempo em minhas mãos, eu tenho você em minha mente.
Não consigo aliviar esta dor tão facilmente.
Quando você não consegue achar as palavras para dizer, é difícil aguentar um outro dia.
E isso me faz querer chorar e erguer minhas mãos para o céu.

[Refrão]
Então entenda
Não perca seu tempo sempre procurando aqueles anos perdidos.
Encare... tome posição
E perceba que você vive nos anos dourados.




domingo, setembro 29, 2013

A música preferida...


Você gosta de música? A pergunta é meio boba não é? Afinal, quem não gosta de música? Eu não conheço ninguém que não goste…
Bom, vou partir do princípio de que você gosta…

Você deve ter uma banda preferida, um cantor, uma cantora, um músico, sei lá… Se você gosta de música você deve ter uma preferência por alguém…

Ah, e você deve ter uma música preferida também…
Música preferida é um troço complicado. Não dá pra ser uma só. Pra mim, a música preferida depende não só da banda, mas do momento. Tem horas que a minha música preferida é “For Whom The Bell Tools” do Metallica. E tem horas que é “Wave” do Tom Jobim. Percebeu como é complicado? Ás vezes eu vou de manhã pro trabalho ouvindo uma e volto a noite ouvindo a outra. Ou seja, é o momento que define isso. Mas, sendo heavy metal ou bossa nova, a música preferida é aquela que quando toca, te leva pra alguma dimensão individual, algum universo paralelo, onde nada mais importa. Só ouvir aquele som.

Agora… você já viu (e ouviu) a sua banda preferida tocando a sua música preferida?

Eu já. Inúmeras vezes!

A minha banda preferida é o Iron Maiden. Eu lembro que entre 86 e 88 eu ouvi uma música do Iron Maiden. Não lembro qual, mas gostei. Mas o lance aconteceu em 93. Tinha um cara no trabalho que estava vendendo toda a coleção dele de discos do Iron Maiden (em Vinil!). Eu comprei. Sem saber o que tinha, quantos discos eram, se estava completa ou não. Eu sou impulsivo com música. Fui pra casa, ouvi todos os discos, um por um. E gostei de todas as músicas que ouvi. E isso define pra mim o que é banda preferida - é aquela que eu gosto de todas as músicas. Simples assim. Já tive umas histórias legais por causa do Iron Maiden (essa, por exemplo). Já fui até operado ao som de Iron Maiden por uma médica que era fã dos caras e colocou pra tocar na sala de cirurgia, quando descobriu que eu gostava.

Mas voltando…
A minha música preferida quando se trata do Iron Maiden é Wasted Years. Ela foi lançada em 1986 como single do disco Somewhere in Time. Ë uma das poucas músicas escritas pelo Adrian Smith, um dos guitarristas da banda.

Foi escrita durante alguma turnê, não sei qual. A letra fala da saudade de casa. De ficar longe dos seus. E dos problemas que isso te traz. Eu nem entendia inglês quando fiz dessa a minha música preferida da banda. Mas o fato é que vira e mexe, ocorreram períodos na minha vida que por questões profissionais e algumas pessoais, eu tive (tenho) que ficar longe da minha casa. E era foda. Eu sentia saudades da minha própria casa de uma maneira quase doentia. Era ridículo. As vezes não eram nem 5 dias fora, mas eu já ficava puto. Tão puto que até mudei de emprego, não só por causa disso, mas com certeza foi um dos fatores. (É óbvio que, quando a viagem é a passeio, a coisa muda!)

Bom, eu estava falando de música…
Eu achava que nunca veria a banda tocando essa música ao vivo. É velha, não estava nos set list. Até que um dia, eles resolveram recriar a turnê de lançamento do disco Somewhere in Time. E “Wasted Years” estava nessa turnê. Não acreditei que veria. Mas vi… uma, duas, três vezes. Fui a dois shows em estados diferentes no Brasil dentro de um período de 7 dias.

A sensação de ver e ouvir a sua banda preferida tocando a sua música preferida é realmente de outro mundo. Todo mundo devia sentir essa sensação. Do ponto de vista racional é até meio bobo, pois são ali 3, 4 minutos e pronto, acabou. Mas sinceramente eu desconfio de quem é muito racional…

Eu já disse pra algumas pessoas: A música tem o poder de salvar vidas. Eu tenho um livro chamado “Noite passada uma música salvou a minha vida”. O livro é médio, mas o título é ótimo. Ainda vou escrever na parede da sala.

Esse ano eu vi de novo: Iron Maiden tocando Wasted Years. Estou mais velho, já não pulo tanto, não tenho tanto fôlego pra berrar a letra a plenos pulmões como fiz nas primeiras vezes. Sou mais contemplativo. Mas a sensação estava lá. Aos primeiros acordes, me arrepiei. Ouvi a letra, cantei em silêncio (pode isso Arnaldo?), entrei no clima e devo ter ido passear em algum universo paralelo, ignorando as trocentas mil pessoas ao meu redor. 5 minutos e pouco de energia total. Revigorante! Enquanto Mr Bruce Dickinson cantava os versos abaixo, eu acompanhava balançando a cabeça lentamente de olhos fechados.

Ao final, abri os olhos, aplaudi. Olhei pro lado e percebi um garotinho de uns 12 anos me olhando fixamente. Tive a sensação que ele ficou me olhando a música toda. Ele continuou me olhando, fez o símbolo do Heavy Metal com a mão ( o chifrinho com o indicador e o mínimo) e riu. Eu devolvi o gesto e tive a certeza: Esse garotinho experimentou a sensação! Essa música é foda!



Wasted Years

From the coast of gold, across the seven seas
I'm travelling on, far and wide
But now it seems, I'm just a stranger to myself
And all the things I sometimes do, it isn't me but someone else

I close my eyes, and think of home
Another city goes by, in the night
Ain't it funny how it is, you never miss it til it's gone away
And my heart is lying there and will be til my dying day

[Chorus]
So understand
Don't waste your time always searching for those wasted years
Face up...make your stand
And realize you're living in the golden years

Too much time on my hands, I got you on my mind
Can't ease this pain, so easily
When you can't find the words to say, it's hard to make it through another day
And it makes me wanna cry, and throw my hands up to the sky

[Chorus]
So understand
Don't waste your time always searching for those wasted years
Face up...make your stand
And realize you're living in the golden years

Anos Perdidos

Da costa do ouro, atravessando os sete mares,
Eu estou viajando, muito distante.
Mas agora parece que eu sou um estranho para mim mesmo.
E todas as coisas que algumas vezes faço, não sou eu, mas um outro alguém.

Eu fecho meus olhos e penso em meu lar.
Outra cidade passa, na noite.
É engraçado não é, você nunca sente falta até perder
E meu coração descansa ali e alí ficará até o dia de minha morte

[Refrão]
Então entenda:
Não perca seu tempo sempre procurando aqueles anos perdidos.
Encare... tome posição.
E perceba que você vive nos anos dourados.

Muito tempo em minhas mãos, eu tenho você em minha mente.
Não consigo aliviar esta dor tão facilmente.
Quando você não consegue achar as palavras para dizer, é difícil aguentar um outro dia.
E isso me faz querer chorar e erguer minhas mãos para o céu.

[Refrão]
Então entenda
Não perca seu tempo sempre procurando aqueles anos perdidos.
Encare... tome posição
E perceba que você vive nos anos dourados.



quarta-feira, março 02, 2011

Ainda há esperança para a juventude!

Carnaval chegando... tchubiriba-não-sei-o-que, dança-do-caramba-a-quatro, axé, axé e axé...

Mas... ainda há esperança para a juventude! Ainda podemos salvar nossas crianças!!!



Flight of Icarus

As the sun breaks, above the ground,
An old man stands on the hill,
As the ground warms, to the first rays of light
A birdsong shatters the still.

His eyes are ablazed,
See the madman in his gaze.

Fly, on your way, like an eagle,
Fly as high as the sun,
On your way, like an eagle,
Fly touch the sun.

Now the crowd breaks and a young boy appears
Looks the old man in the eye
As he spreads his wings and shouts at the crowd
In the name of God my father I fly.

His eyes seem so glazed
As he flies on the wings of a dream,
Now he knows his father betrayed
Now his wings turn to ashes to ashes his grave.

Fly, on your way, like an eagle,
Fly as high as the sun,
On your way, like an eagle,
Fly touch the sun.

Dica do amigo @igorjms do Blog Flight 666

UP THE IRONS!

segunda-feira, janeiro 31, 2011

Iron Maiden no Rock in Rio III - 10 anos depois...



No dia 19 de Janeiro completou-se 10 anos da apresentação do Iron Maiden no Rock in Rio III. Foi um show diferenciado, não só pela volta do Maiden ao festival, mas por ser a primeira apresentação com os três guitarristas - Dave Murray, Janick Gers e Adrian Smith.

Para comemorar, o amigo Igor do Blog Flight666 ( @BlogFlight666 ) re-publicou as minhas aventuras naquele dia.

Clique AQUI e leia!

Up The Irons!!










terça-feira, dezembro 07, 2010

The Trooper - Iron Maiden Cover By Gauchos

O vocal parece improvisar a letra, faltam umas batidas na batera e eu tenho dúvidas se o garoto toca o baixo, mas... Rock n Roll é isso! 4Fun total! Sem contar que a menininha headbanger é ESPETACULAR!!!!!




The Trooper


You'll take my life but I'll take yours too
You'll fire your musket but I'll run you through
So when you're waiting for the next attack
You'd better stand there's no turning back.

The bugle sounds and the charge begins
But on this battlefield no one wins
The smell of acrid smoke and horses breath
As I plunge on into certain death.

Oooh oooh oooh oooh oooh oooh oooh oooh oooooh
Oooh oooh oooh oooh oooh oooh oooh oooh oooooh

The horse he sweats with fear we break to run
The mighty roar of the Russian guns
And as we race towards the human wall
The screams of pain as my comrades fall

We hurdle bodies that lay on the ground
And the Russians fire another round
We get so near yet so far away
We won't live to fight another day.

Oooh oooh oooh oooh oooh oooh oooh oooh oooooh
Oooh oooh oooh oooh oooh oooh oooh oooh oooooh

SOLO

We get so close near enough to fight
When a Russian gets me in his sights
He pulls the trigger and I feel the blow
A burst of rounds take my horse below.

And as I lay there gazing at the sky
My body's numb and my throat is dry
And as I lay forgotten and alone
Without a tear I draw my parting groan

Oooh oooh oooh oooh oooh oooh oooh oooh oooooh
Oooh oooh oooh oooh oooh oooh oooh oooh oooooh

IRON MAIDEN - 09 de Março, Estádio do Morumbi, Eu vou!

terça-feira, novembro 30, 2010

Take my hand I'll give you immortality...

Eu estava lá!




Heaven Can Wait - Iron Maiden

Can't understand what is happening to me
This isn't real, this is only a dream
But I never have felt, no I never have felt this way before
I'm looking down on my body below
I lie asleep in the midst of a dream
Is it now could it be that the Angel of Death has come for me

I can't believe that really my time has come
I don't feel ready, there's so much left undone
And it's my soul and I'm not going to let it get away

Heaven can wait
Heaven can wait
Heaven can wait
Heaven can wait 'til another day

Heaven can wait
Heaven can wait
Heaven can wait
Heaven can wait 'til another day

I have a lust for the Earth below
And Hell itself is my only foe
'Cause I've no fear of dying
I'll go when I'm good and ready
I snatch a glimpse of the light's eternal rays
I see a tunnel I stand amazed
At all of the people standing there in front of me

Into the paths of rightness I'll be led
Is this the place where the living join the dead
I wish I knew this was only just a nightmare

Heaven can wait
Heaven can wait
Heaven can wait
Heaven can wait 'til another day

Heaven can wait
Heaven can wait
Heaven can wait
Heaven can wait 'til another day

Take my hand I'll lead you to the promised land
Take my hand I'll give you immortality

Eternal youth I'll take you to the other side
To see the truth the path for you is decided

My body tingles and I feel so strange
I feel so tired, I feel so drained
And I'm wondering if I'll ever be the same again
Is this in limbo or Heaven or Hell
Maybe I'm going down there as well
I can't accept my soul will drift forever

I feel myself floating back down to Earth
So could this be the hour of my rebirth
Or have I died or will I wake from dreaming?

Heaven can wait
Heaven can wait
Heaven can wait
Heaven can wait 'til another day

Heaven can wait
Heaven can wait
Heaven can wait
Heaven can wait 'til another day

Heaven can wait
Heaven can wait
Heaven can wait
Heaven can wait 'til another day

Heaven can wait
Heaven can wait
Heaven can wait
Heaven can wait 'til another day

terça-feira, julho 13, 2010

13 de Julho – dia Mundial do RocknRoll

Não vou comentar de onde veio esta expressão “RocknRoll”, nem quem foi ou se diz pai da matéria, nem quem foi ou se diz a grande banda de Rock de todos os tempos. Isso deve sair em um monte de lugares por aí. Aqui, vou falar que eu gosto de música. Hoje praticamente gosto de quase todo tipo de Música (com M maiúsculo), vou além das guitarras distorcidas e solos velozes, mas tudo começou com o Rock. Influenciado pelo meu irmão mais velho, passei a gostar de Rock, Punk, conheci os medalhões da história e elegi minha banda de cabeceira:

 ( Up The Irons!! )

Aprendi a arranhar violão, depois enveredei pela guitarra e hoje faço uns “batuques” na bateria. Gravei um cd por curtição com uns amigos, montei uma banda, gravei outro cd pra mais curtição e confesso que ultimamente sinto falta de um bom show de Rock. Escrevi reviews de shows que vi, e até de shows imaginários que, infelizmente, não puder ver. Fui influenciado e influenciei um monte de gente.

Só pedi um único autógrafo na vida. Foi para o Marcelo Nova, fundador e eterno líder da banda Camisa-de-Vênus. E mesmo assim, só pelo fato de que nascemos no mesmo dia do mesmo mês em anos diferentes. Em um destes “nosso” aniversário, encontrei com ele em – onde mais? – uma loja de discos. Ah, e também pelo fato de que eu nasci na exata data em que Elvis Presley morreu – contei isso ao Marceleza que escreveu no autógrafo: "Grande Marceleza! Morrem reis e nascem reis! Grande abraço!"

Resolvi fazer um “inventário” de alguns dos shows que vi - algumas bandas por bem mais que uma vez. Nem todos podem ser considerados do Rock, mas com certeza, de alguma maneira, todos foram influenciados ou influenciadores. Meu único arrependimento nesta área é não ter visto Ramones ao Vivo. Foi maus... "One, Two, Three, Four" Forever!!



Fica o refrão de uma musica do Kiss que diz:

“God gave rock and roll to you, gave rock and roll to you
Gave rock and roll to everyone (oh yeah)
God gave rock and roll to you, gave rock and roll to you
Put it in the soul of everyone”



Inventário do Rock:
Nacionais:

angra
arnaldo antunes
barao vermelho
biquini cavadao
cachorro grande
camisa de venus
capital inicial
cassia eller
charlie bronw jr
cidade negra
cpm 22
emerson nogueira
engenheiros do hawai
ira
jota quest
kid abelha
leo jaime
lulu santos
marcelo d2
marcelo nova
nando reis
nenhum de nós
o rappa
os paralamas do sucesso
pafo fu
pitty
planet hemp
plebe rude
raimundos
rita lee
rpm
rumbora
sepultura
skank
titas
ultraje a rigor
velhas virgens
viper


Internacionais:

agent orange
alice in chains
bad religion
bb king
black sabath
deep purple
depeche mode
doors 21 century
echo and the bunnymen
evanescence
faith no more
foo fighters
green day
guns n roses
information society
inxs
iron maiden
kiss
l7
lenny kravitz
little richard
live
living colour
metallica
morrissey
new order
nirvana
oasis
offspring
pearl jam
red hot chilli peppers
smashing pumpkins
soul asylum
supergrass
the cult
the cure
the sisters of mercy
tsol
u2
white zombie


Veja o vídeo abaixo e, talvez, perceba...
Sim, eu estava lá!!

domingo, setembro 28, 2008

As aventuras de um Maidenmaníaco no Rock in Rio III

originalmente postado em http://ricardobunnyman.sites.uol.com.br/

As aventuras de um Maidenmaníaco no Rock in Rio III

(por Marcelo Machado em 19/09/2001)


Depois de uma jornada conturbada, sendo que saí de SP às 13:00hs, e só consegui chegar a Cidade do Rock às 21:30hs, passando por alguns pequenos probleminhas e sem conseguir comprar cartões para recarregar meu celular. Descrevo aqui, aos olhos de um maidenmaníaco como foi o show no dia 19 de janeiro.


Sexta-feira, 19, 10:30 da manhã!!

Acordei muito mal , depois de dormir pouco (havia chegado em casa às 6 da manhã), mas
AQUELE ERA O DIA. O DIA DO IRON MAIDEN NO ROCK IN RIO.

Abri o armário e dei uma olhada na minha camisa do IRON... pensei bem e decidi não colocá-la. Não queria me "perder" no meio da multidão e também a camisa que eu havia comprado no site oficial da banda (www.ironmaiden.com) não havia chegado.

Fui até o banco, buscar o "capital" necessário para a grande jornada que estava por vir, fiz uma limpeza na minha carteira, deixando só cic, rg e o ingresso do show, claro. Tentei comprar cartões para o meu celular (afinal, só tinha 17 reais de crédito) mas não achei. "Tudo bem, na rodoviária eu compro"- pensei. Almocei, dei uma ultima olhada no CD Brave New World e segui rumo a rodoviária Tietê.

No metrô, nada familiar, nenhuma camisa, nenhum maidenmaníaco. Na rodoviária, um guichê com a placa: "Próxima saída Rio - 13:00hs". Olhei no relógio, eram 12:35. Comprei a passagem. O balconista perguntou se eu ia ao show, respondi que sim com um brilho nos olhos. Ele falou que talvez fosse melhor comprar a passagem de volta já naquele momento. Como não sabia que hora iria conseguir voltar, resolvi arriscar e seguir sem passagem de volta. Fui atrás de uma papelaria e do meu cartão de celular. Na papelaria comprei um bloco de anotações de bolso e duas canetas, afinal eu tinha de registrar tudo e não poderia confiar na minha fraca memória. E, mais uma vez, não consegui comprar o cartão de celular. "Bom, na rodoviária do Rio deve ter" - pensei mais uma vez.

Na plataforma de embarque, finalmente o primeiro sinal de que era mesmo dia 19. Um casal metal trajando camisetas com Eddie, o mascote que é praticamente um membro da banda. É engraçado como o assustador morto vivo Eddie fica até que bem emoldurado em um blusa baby look feminina...

Não demora muito e a fila de embarque é tomada por diversas camisa do Iron Maiden, e juro a vocês, é possível ver a ansiedade em cada rosto ali presente. Todos se olham meio puxando papo, afinal já sabemos que estamos todos indo ao mesmo lugar.

No ônibus, sentei em uma poltrona do lado de um cara que iria para o RIR mas para ver Silverchair no domingo (nada contra, mas eu nem sabia que o Silverchair estava no RIR). Detalhe, como comprei passagem de ônibus não-leito, não havia ar-condicionado e o calor era infernal. Eu suava em bicas, e nem havia saído de SP.

Bom, marcha engatada, vamos ao RIO!!

Durante o trajeto começam as conversas paralelas:

"- Meu esse show vai ser muito bom"
"-Tenho que avisar meu pai que está tudo bem"
"- Faltei ao trabalho dizendo que estava com dor de ouvido, mas depois do show acho que vou ficar mesmo",etc..

Descubro que todos no ônibus (menos eu e o cara do Silverchair) estão sem ingressos. Corajosos ou vacilões?!?!?!

15:00hs - parada em Valinhos, mais ou menos 200 KM de São Paulo, a visão do restaurante/lanchonete/posto de descanso é uma só.... inúmera camisas pretas com as mais diversas bandas de rock (outras nem tanto). E vários grupos de fãs do Maiden... eu estava começando a me sentir em casa.

Entrei na lanchonete... tanta coisa para comprar.... comer muito e dormir ou fazer uma refeição leve??, afinal o que estaria por vir não era nada fraco...

Resolvi comprar um pacote de biscoito, uma garrafa de água e uma lata de guaraná. A galera mandou ver nas cervejas...

15:30 saída - um dos passageiros pede para ver o meu roteiro do RIR, o cara parece que não sabe muito bem quem vai tocar no sábado (e eu também não...).
Desse ponto em diante finalmente consegui dormir um pouco...

18:30 - já estamos no Rio de Janeiro, Av. Brasil... mas eu me sinto como se estivesse na Marginal Pinheiros em SP, um transito infernal, o calor mais infernal ainda e uma curiosidade: Porque os ônibus no Rio tem o numero de itinerário também na janela traseira?!?!?

É, mais eu estou no Rio mesmo, fica claro devido ao número infinito de vendedores ambulantes que correm do lado do ônibus gritando: SXXXKOL só um real, água, coca e SXXXKOOLL!! (Incrível, mas as doze horas que passei no Rio não vi ninguém vendendo Brahma, Antarctica ou Bavaria, somente SXXXKOL.... porque será??)

Nessa hora meu companheiro de viagem (que ficou o trajeto inteiro tentando reclinar seu banco) me dá um toque que pode significar a tranqüilidade ou o inferno: No Rio, você entra no ônibus pela porta traseira!

Meu telefone toca, é um camarada de SP (Bunnyman) perguntando onde estou, se estou sozinho e outras coisas. Aproveito e peço para que ele avise ao meu Pai que está tudo certo...

Depois de 40 min aparece a primeira placa indicando onde fica a rodoviária... finalmente, pois ninguém mais agüenta ficar dentro daquele ônibus.

Finalmente descemos na rodoviária... acompanho meus novos amigos até o guarda-volumes, onde eles vão deixar malas e câmeras fotográficas... não entendi muito bem, mas vamos lá.

E não consegui comprar cartão para o meu celular.

Tentei ligar para um amigo que também veio de SP e estava na cidade do rock, mas o telefone dele dá ocupado diversas vezes... e eu iria descobrir porque disso mais tarde...

Fora da rodoviária é fácil localizar o ponto final do ônibus que vai para Cidade do Rock, vazio, tarifa 2,50 e com um motorista que se achava o Nigel Mansell.

O curioso aqui é que a linha não era específica para o RIR e isto fazia com que nas paradas entrassem pessoas que não estavam nem sabendo que o Rio seria palco de um show. Resultado: Por diversas vezes, a cobradora (ou trocadora, como eles dizem lá) teve que gritar para fora do ônibus: " - Esse ônibus é mais caro, vai para o RIR!!!" e lá ia o pobre pai de família ficar puxando a cordinha para o motorista parar e ele poder saltar do ônibus.
Certa hora, nós mesmos estávamos gritando : "Aí mermão, é doisxx e cinqüenta e vai para o Rock In Rio, valeu?!?!"

Mas como é longe... me sinto fazendo um passeio turístico no Rio pagando apenas 2,50. Certa hora o ônibus pára e entram 4 cariocas, já meio grisalhos com garrafas de whisky JB penduradas no pescoço por barbantes.
Um deles senta ao meu lado e grita: "Aieee, motorisxxta, fechamosxx o onibusxx agora valeu?? Acelera forte pro Rock In Rio!!!".

É..., só que não dava para acelerar forte, pois a subida do Alto da Boa Vista (um morro) que teríamos que atravessar era mais do que íngreme, e nosso motorisxxta teve de manter a segunda marcha.

Curiosidade: Passamos em frente ao Hard Rock Café. Como aquilo é imenso!!! Parece um shopping center!!!
Lá dentro não pode ser somente uma casa de shows... deve ter ate sauna mista!!!

Depois de exatas 2:13 minutos, às 21:30, descemos em Jacarepaguá na Cidade do Rock. Como meus amigos foram procurar seus ingressos, pensei comigo: "Agora é cada um por si!"

No percurso de mais ou menos 1kM até a entrada, via-se todo tipo de mercadorias... desde máscaras que imitavam Eddie até aqueles colares de neon (!).

Já na entrada da Cidade do Rock tentei ligar para o meu amigo e nada... para fazer teste tentei ligar para minha casa e nada... tentei a central de atendimento ao assinante e nada. Ai eu me dei conta: Meu telefone não estava fazendo ligações por algum motivo inexplicável!!! Droga!!! E agora??? Fiquei puto da vida!!!

Após um revista bem malfeita... (se eu quisesse entrar armado não iria ter problemas) entrei na Cidade do Rock!! Muita, muita, muita gente!!!

Mas eu estava preocupado com o meu celular. Comecei a mudar as configurações de rede, de sistema, analógico para digital e nada!! O bicho não funcionava nem a pau!!
Depois de uma meia hora, resolvi seguir pelo método antigo. Comprei um cartão telefônico de 60 créditos e fui ate um orelhão!! Liguei para o celular do meu irmão (que trabalha em uma empresa que presta assistência técnica de celulares) e perguntei porque ele não funcionava. Meu irmão devolveu a pergunta querendo saber quem estava tocando (!). Após um pequeno desentendimento, ele me orientou e eu cheguei a conclusão de que iria precisar de pelo menos mais dois cartões de 60, se quisesse me comunicar com alguém.

Liguei para meu camarada em SP (Bunnyman). Ele pergunta: "Quem está tocando? " - Eu respondo: "Ninguém". E ele: "Como não? O Sepultura esta no palco agora, tá na TV". Ai eu me liguei da importância de um engenheiro de som. Eu estava atrás da tenda de tecno, e não conseguia ouvir o Sepultura lá no palco mundo. E não era porque o som estava baixo não... incrível.

Bom, a ligação caiu e eu resolvi comer algo. Preços muito salgados - gastei 5 reais em um misto frio (gelado) e um copo médio de coca-cola!!!

Já alimentado resolvi dar uma volta pela tal "Cidade do Rock". Passei na tenda Tecno e havia uma loira não muito vestida sacolejando ao som de "O que sobrou do céu" do Rappa e vários marmanjos babando.

Passo pelo camarote VIP, que ficava absurdamente longe do palco mundo, quase do lado de fora da cidade do rock e completamente vazio. Acho que quem era VIP mesmo tinha passe livre para o Backstage.

Passeando pelo mini-shopping descubro um stand da Directv cheio de belas e simpáticas atendentes transmitindo o que??? O Show do Sepultura!! Não tive dúvidas, me servi de alguns canapés, puxei uma cadeira e fiquei vendo a banda Nacional mais Internacional do Brasil de camarote. Mas, como fiquei conversando com uma atendente da loja chamada Silvia, não me atentei muito ao Sepultura, pois já vi pelos menos uns três shows dos caras e também o Derek (vocal do sepultura) não estava usando a mini-saia que a Silvia estava(!!!!!!).

Bom, acabou Sepultura, me despedi da Silvia, comprei um cdzinho em promoção na Directv e fui continuar minha tour pela cidade do Rock.
Havia vários stands, todos eles muito pequenos. Submarino, Saraiva, Lojas Renner (!) e diversos outros.

Entrei no stand das Lojas Americanas, para talvez fazer mais uma aquisição sonora. Como era um ovo, o segurança controlava o numero de pessoas para que a lotação lá dentro não passasse de 25 pessoas. Aguardei, entrei e adquiri mais um Cd de uma banda nacional odiada pelos críticos que faria show no dia seguinte.

A esta altura, Rob Haldford já dava seus gritos impecáveis no palco mundo. Nunca fui fã de Judas Priest, mas me desloquei ate a lateral do palco para poder ver melhor. E realmente era uma estrutura gigantesca com uns 70 metros de fundo mais uns 100 de largura. Os telões eram médios, mas forneciam uma visão satisfatória para quem estava mais longe. Dezenas de técnicos e seguranças posicionados em um fosso entre o palco e a galera, que se divertia na lama causada pela água jogada pelos caminhões pipas (ah, então foi isso que irritou Carlinhos Brown).

Rob Haldford é um profissional, entrou, cantou e saiu. Não falou nada com o público e no máximo mandou alguns gritos para que a galera o seguisse. Disse algo e emendou com a única coisa de Judas Priest que eu conhecia - Breaking the law, que mister Haldford deixou que a galera (poucos) cantassem.

Final do show, quebra-quebra de instrumentos e finalmente depois de alguns minutos começaria o tão esperado show do IRON MAIDEN!!!!

Decidi voltar para a borda do gramado. Pois minha experiência de 58 shows diferentes me diz o que esperar da "área do gargarejo" em um show de Hard rock.

00:50hs - estou sentado em frente ao camarote VIP, com fome, sono e frio. Mas ansioso!!!
1:00hs - como o show está previsto para a 1:00, levanto e caminho alguns passos para mais perto da galera. Detalhe que, enquanto o palco do Iron é montado, sobe um pano preto encobrindo parte da visão sobre o mesmo... será alguma surpresa?!?!


Durante a afinação dos instrumentos, uma voz diz: "- Next... ok!", "Next.... ok!" - um maidenmaníaco do meu lado jura que é Bruce (!)

1:08hs - As luzes no palco se apagam... milhares de pessoas começam a gritar e correr em direção ao palco. Tenho vontade de fazer o mesmo, mas confesso: Estou paralisado! Já vi o Iron Maiden no Philips Monsters Of Rock (96, acho) mas era Blaze Bayley que cantava (!!!!). Só que agora temos Mr. Air Raid Siren e Adrian Smith de volta!!! Agora sim é o IRON MAIDEN!!!!
Uma música estilo Carmina Burana invade as caixas de som. Vocês que lêem isto agora não podem imaginar como eu me sentia. Estava em transe.

Eis que a música é cortada subitamente, um refletor mira o lado esquerdo do palco e surge ele: Mr. Adrian Smith tocado sozinho a introdução de Wicker Man. Nicko ataca na bateria e em poucos segundos Bruce entra correndo (algo que não pararia de fazer durante todo o show!), Steve, Dave e Janick... estão todos lá... três guitarras... um peso fora do normal. Um pano imenso no fundo com a imagem da capa de Brave New World. A Donzela está no palco!!!


Sem tempo para respirar, Ghost Of Navigator é executada muito bem ao vivo com um solo monstruoso de Janick Gers, simplesmente perfeito. Os vocais de Bruce são de tirar o fôlego. E ele excita a galera : "Eu quero ouvir a voz de vocês!!!"

Bruce diz Boa Noite ao publico e ataca de Brave New World, faixa título do último trabalho da banda que é um ótimo disco, que marca a volta de Bruce e Adrian mostrando a banda reunida outra vez para alegria dos headbangers.

O primeiro e tão esperado clássico. Bruce pergunta: "Algo velho?? - Algo do meu período Jurássico!!!". E o baixo de Harris e a bateria de Nicko desfilam juntos em Wratchild. Um ponto alto para muitos que ali não conheciam muito bem Brave New World. Bruce deu um grito aqui que eu achei que ele iria arrebentar as cordas vocais.... sensacional. (Alguém ai falou em playback?!?!
QUEM SABE FAZ AO VIVO E NEM PRECISA QUEBRAR GUITARRA!!!!!)

Bruce abraçado a Adrian que executa a introdução de 2 minutes do midnight. Outro clássico que levanta a galera. A esta hora já estou parecendo um louco, sem camisa (a 10 min atras eu estava com frio) pulando e tocando guitarras imaginárias, baterias no ar, cantando e gritando como uma criança. Bruce solta o seu primeiro "Scream for me Rio!!!" e sobe na câmera que fica no trilho. (Mais tarde eu veria no vídeo, que ele filmou o próprio rosto e apontou para galera como que diz... Vejam !! Vejam isto!!!!)

Nesta hora eu me dei conta que havia um helicóptero parado sobre a cidade do rock, provavelmente filmando tomadas para o DVD.

Após a magnífica execução de 2 minutes to midnight, Bruce agradece a todos que os auxiliam, que os suportam e que mantém o rock, diz algo sobre Britney Fuck Spears e dedica a próxima música a todos que agradeceu, Blood Brothers. Uma música melodiosa que emociona. Aqui Dave Murray mostrou por que veio, uma atuação impecável!!! Bruce ainda comanda a galera em uma coreografia de palmas, me lembrando Queen no RIR 1, Radio GaGa.. Adrian Smith também merece destaque. Acho que ele deve ter pensado : "Pô, eu nunca deveria ter saído daqui".

As luzes se apagam novamente, outra introdução clássica. Sign of the Cross é iniciada. Desta vez é Nicko que rege a platéia. Nesta hora Bruce some do palco, para aparecer junto a uma cruz (nos shows da turne Brave New World, Bruce é preso a uma cruz que se levanta no fundo do palco), mas algo dá errado e Bruce volta ao palco visivelmente irritado. Parece que houve algo com a cruz. De qualquer forma, Bruce profissional como sempre não poupa esforços para cantá-la de melhor forma possível, já que o efeito da cruz não vai aparecer no DVD. São 11 minutos de música e uma parte da galera (eu inclusive) canta aquela refrão maravilhoso ( The sign of the cross, the name of the rose....).

Isto me faz lembrar um comentário que li em alguma reportagem sobre o Iron, onde diziam que Blaze Bayley era um bom cantor, mas para cantar no Iron, ser bom não basta... acho que vocês sabem o que eu quero dizer...

Dito isso, outra do disco novo. The Mercenary que agitou muito a galera. Mas repito mais uma vez, nem todos ali conheciam o Brave New World, uma pena, pois é um álbum muito bem feito.

Bruce diz que a próxima música fala sobre guerra e outras coisas que meu parco inglês não consegue identificar. Então a maravilhosa The Trooper é iniciada. Nesta hora percebi que o pano de fundo (ou a imagem nele refletida) havia sido trocado para aquele do single The Trooper (Eddie correndo com a bandeira da Inglaterra). No palco há também duas bandeiras da Inglaterra sobre a bateria de Nicko. Bruce agita as bandeiras e canta a plenos pulmões. (Incrível como Bruce corre, salta de um lado para o outro e continua gritando como se o show tivesse acabado de começar!). Se houvessem arquibancadas na cidade do Rock , com certeza elas desabariam aqui de tanto que a galera agitou.

Aí, então Mr. Air Raid Siren agradece, diz que o público do Brasil é demais e que por isso está sendo gravado um DVD para que o mundo inteiro veja o Rock In Rio, veja o Brasil, a América do Sul e seus fãs.

Janick se posiciona sobre um violão acústico montado sobre um cavalete e é Dream of Mirrors que se inicia. Uma música relativamente grande (cerca de 10 minutos) que literalmente emociona a platéia. Sem comentários...

The Clansman, gravada originalmente por Blaze. A platéia se mantém meio quieta, não sei se devido ao cansaço ou a lembrança do ex-vocal do Maiden. Aqui fica claro que Adrian Smith é o mais sério em palco. Enquanto Dave e Janick se divertem, ele se mantém concentrado.

The Evil That Men Do - Mais clássicos, essa música tem um solo de base simplesmente perfeito e contagiante. Sem contar a "metralhadora" de Harris. E aqui um ponto que me arrepiou a espinha: Eddie (o Eddie Hunter) entra no palco e começa a brigar com Gers, que se diverte dando guitarradas e fugindo do mascote da donzela. Via-se que a galera estava paralisada!!

E o Hino, começa com Bruce dizendo: Lights?? And Black??? Or just FEAR OF THE DARK???

Sim, esta música é um verdadeiro hino. Já é parte do show a participação em massa da platéia nos refrões inicias, intermediários e finais dessa música.

A esta hora eu já estava destruído, e acompanhava o show com os olhos esbugalhados como os de uma criança na frente da vitrine de doces. Estava anestesiado, embalsamado... sem me mexer e sem piscar os olhos.... Hipnotizado.

E vem aquilo que todos conhecem: SCREAM FOR ME BRAZIL!! SCREAM FOR ME ROCK IN RIO!!! WE'RE IRON MAIDEN!!!!! Dave na introdução, seguido de Adrian e Janick. É incrível como essa música ganhou com o acréscimo de mais uma guitarra.

Eddie do single Wicker Man aparece ao fundo tendo fogo ao seu lado e as mulheres de branco dentro dele de onde Bruce canta de forma esplêndida. Na virada da música, a cabeça de Eddie se abre e o rosto é igual ao do Eddie Hunter, com os olhos emitindo um facho de luz vermelha e a cabeça se movendo de um lado para o outro.

"Thank you, and g'night! From Iron Maiden, from Eddie and from the boys...." Bruce vai para dentro de Eddie com as mulheres, Janick e Dave esmerilham suas guitarras nos amplificadores, Nicko, Harris e agora Adrian seguram a batida final!

Nicko, que quase não apareceu, faz a festa jogando peles de bateria, baquetas, munhequeiras, correndo de um lado para outro do palco e some no backstage.

Ninguém se move, afinal todos sabemos que ainda falta Number, Hallowed, Sanctuary e talvez alguma surpresa (Jimmy Page???!)

O intervalo é rápido (menos de 5 minutos) e então aquela voz tenebrosa surge nos amplificadores. O pano de fundo não deixa dúvidas, a capa de The Number of The Beast, o disco de maior sucesso da banda. Mais uma vez a galera vai ao delírio. Eu já estou catatônico. Pulando e tocando bateria no ar!!!

Sem mais interrupções, Hallowed Be Thy Name é executada. Se alguém aqui tem dúvida da força de Bruce, basta ver como ele canta esta música que já é a 16ª do show. Dave mais uma vez mostra que sabe muito bem o que faz com sua guitarra. Vendo parece até fácil. Bruce comanda a galera, como já de praxe na parte final da música, e que solos finais, que fôlego...

Sanctuary indica que o show está nos minutos finais. Bruce não apresentou a banda (mas também, precisa??) e brinca excitando a galera do lado esquerdo, depois o direito ("- Left, Rigth, Left, Right...") .continuando a cantar do nada e a banda acompanhando ele como um relógio. Demais!!!

Bruce então agradece e diz que quer tirar uma foto da banda com a galera ao fundo. Pede para que todos gritem Rock 'n' Roll quando ele contar até três!. A galera responde. Provavelmente esta foto vai para a capa/encarte do disco!!

Aí Bruce diz que eles vão fazer algo especial para nós, tocar algo que não tocam há algum tempo. Algo que representa muito para ele e para banda. E escuta-se as batidas de "Run to the hills". Perfeita, magnífica, com os Back's de Harris, a galera participando, histórico!!!!

03:15hs - Acaba o show, Nicko se diverte um pouco mais e eles somem no backstage. Faltou clássicos??, inúmeros. O show poderia ter algo de realmente diferente? Poderia! Que tal 4 horas de show?? Seria ótimo. Mas creio que assim como eu, aquelas 140, 150, 200 mil pessoas tinham visto que Iron Maiden é realmente a maior banda de Hard Rock! Não há como comparar! Uma performance de palco de fazer a inveja. E olha que os caras tem só 24 anos de carreira!
IRON MAIDEN É IRON MAIDEN E ISTO BASTA!

Observação Final: Na saída do show, um dos portões laterais se abrem e duas vans cantam pneus em meio á multidão. Devido ao trânsito, elas dão uma pequena parada. Olho para uma delas e reconheço Nicko McBrain se secando com um toalha. Na outra, Harris olha pela janela, parecendo assustado. Não sei se ele está me vendo, mas faço um sinal de quem está batendo palmas, Harris dá um sorriso agradece abaixando a cabeça e faz um sinal de positivo com o polegar... A Donzela está mais ativa do que nunca!
UP THE IRONS!!!!!!!

Estou em frangalhos, o ônibus demora no trajeto, metaleiros dormem no chão da rodoviária, eu só consigo passagem para as 7:20hs da manhã. Mas valeu a pena, faria tudo de novo...


Max Machado tem 23 anos, foi taxado de louco, mas está feliz. Atualmente passa por uma overdose de Iron Maiden escutando os seus velhos vinis e ainda não conseguiu comprar cartão para o seu celular.

SET LIST:


The Wicker Man
Ghost of the Navigator
Brave New World
Wrathchild
2 Minutes to Midnight
Blood Brothers
Sign of the Cross
The Mercenary
The Trooper
Dream of Mirrors
The Clansman
The Evil that Men Do
Fear of the Dark
Iron Maiden

The Number of the Beast
Hallowed Be Thy Name
Sanctuary
Run to the Hills