Idéias, devaneios, perguntas, respostas, delírios, divagações.
O direito de expressão conquistado e proibido ao mesmo tempo.
A vontade de demolir o mundo e depois caminhar sobre a grama às 3 da tarde de uma quarta-feira de Novembro.
Os sentimentos contraditórios causados pela visão de uma criança mendigando em um sinal de trânsito e o gosto de um café com pão e manteiga na casa da avó.
E lá se vai mais um dia...
Épico, Histórico, Sensacional - Sabe aqueles momentos em que você olha pro céu e agradece ao seu Deus (seja ele qual for) por algo? Pois bem, acredito que na última sexta-feira, 70 mil pessoas fizeram isso!
I can’t fuck hear you!!!
Sexta-feira, 11 de Outubro de 2013, Campo de Marte - SP
É indescritível. Só quem esteve lá pra saber. Finalmente o Black Sabbath tocou no Brasil com sua formação 75% original ( o baterista Bill Ward não embarcou nessa de “reunião” e preferiu ficar em casa ).
Desde o anúncio do retorno da banda, da gravação do disco e da turnê, amantes do Heavy Metal do mundo inteiro ficaram ansiosos. E a banda entregou muito mais do que era esperado. No disco, na turnê, nos shows.
O Black Sabbath tem 43 (43!!!!!) anos de carreira. Ok, pararam por um tempo aqui, trocou o vocal ali, mudou o nome acolá, blábláblá. Mas o fato é que os caras são quase uma unanimidade. Eles são os pais de tudo. Os responsáveis. Os precursores. Os deuses do Heavy Metal, que provavelmente não existia antes deles lançarem “Black Sabbath” em 1970 - o disco de estréia.
O show
Ah, claro, a banda de abertura: o Megadeth. Eu não conheço Megadeth. Conheço 1 música - Symphony of Destruction. Conheço a história do Dave Mustaine, que era do Metallica, e saiu porque, reza a lenda, abusou das drogas. E só. Respeito, mas não conheço... então não posso falar. Pela reação da platéia ao meu redor, o show foi bom.
O Black Sabbath - Ôô ôôôôôô
Eu já tinha visto Ozzy duas vezes anteriormente. Uma vez no Parque Antarctica - onde eu estava com as duas pernas operadas e tive que ficar apoiado nos amigos. Outra vez no Anhembi, onde choveu tanto, tanto que eu quase morri afogado.
O show começou antes do previsto, uns 20 minutos. Luzes já apagadas e de repente, a voz do tiozinho sequelado mais legal do mundo começa com o seu “Ôô ôôôôôô”. Sirenes saindo das caixas. A cortina preta subiu e eles estavam lá: Ozzy Osbourne, Tony Iommi, Geezer Butler e o baterista contratado para os shows, Tommy Clufetos. A música: “War Pigs”. Juro, eu vi metaleiro com 2 metros de altura e cara de mau... com lágrimas escorrendo no rosto!
O som estava ótimo, na altura certa (pista premium), os telões tinha boa definição, não estava absurdamente lotado. Não dava para acreditar que tudo estava tão bom!
Ozzy tem 64 anos. Corre de um jeito engraçado de um lado para o outro, se apóia no microfone e balanca a cabeleira, bate palmas no estilo polichinelo, molha o rosto em um balde de água e tem um repertório de poucas frases que repete durante todo o show:
I cant fuck hear you! ( colocando as mãos nos ouvidos )
God bless you all! We love you! ( a cada final de música )
Go crazy!! C’mon!!! ( no meio de todas as músicas )
- Ôô ôôôôôô ( regendo a platéia como se fosse um maestro )
Ozzy é um show a parte. Poder vê-lo ali, gritando as letras que, segundo dizem, ele mesmo não entende, é sensacional. Tony Iommi é provavelmente o cara que mais sabe fazer ( e fez ) riffs de Heavy Metal. Isso porque ele não tem a ponta do dedo médio e do anelar da mão direita, a mão que faz os acordes. Está enfrentando um linfoma que lhe obriga a tomar remédios fortes a cadas seis semanas. Disse que vai tocar “até quando for possível”. Força!
Geezer Butler - o cara que batizou a banda com o nome Black Sabbath, começou como guitarrista, mas resolveu ficar no baixo mesmo. E escrever letras. Escrever músicas. Músicas como N.I.B, Heaven and Hell, War Pigs, Sympton of the Universe, Iron Man and Computer God. Todas dele. Todas!
O "cara" que escreveu "Paranoid" & "N.I.B." - Fonte:Uol
Depois de “War Pigs”, veio “Into The Void”, “Under the Sun/Everey Day Come” e “Snowblind.
Nesta última, jogaram um morcego de borracha no palco. Ozzy pegou, sorriu e jogou de volta para a platéia. Fico me pergutando quantas vezes esse ato se repetiu ao longo de todos esses anos.
Veio a primeira música nova, “Age of reason”. Deu pra perceber que nem todos conheciam, mas a recepção foi boa no geral. O disco “13” é muito, muito bom. Todos os ingredientes com a assinatura do Black Sabbath estão lá. Tem clima sombrio, tem baixo forte, os riffs animais, tem o assunto religião. Do jeito que um disco do Sabbath é.
Aí meu amigo, veio “Black Sabbath”. Considerada por muitos a primeira música de Heavy Metal da história. Ouvir o Black Sabbath tocá-la em 2013 é algo que eu nunca acreditava que poderia acontecer. E no final, o telão mostrou Tony Iommi fazendo o símbolo do Heavy Metal discretamente com a mão. Valeu o ingresso!
Mas ainda tinha muito mais. Tinha “Behind the Wall of Sleep”. E no final, o momento do Geezer fazer um rápido solo de baixo, que culminou na introdução de “N.I.B”. Essa introdução, tocada daquele jeito, naquela altura, fazia reverberar tudo ao redor. Simplemente animal!
Veio a segunda música do disco novo “End of the Beginning”. Puta som, puta música! Introdução soturna, mudança de tempo, bateria forte. A única ressalva: é uma música longa... quase 9 minutos! Poderia ser substituída por umas duas das clássicas, mas ok.
“Fairies Wear Boots”, “Rat Salad” e iniciou-se o solo de bateria de Tommy Clufetos. Quem gravou a bateria do disco “13” foi Brad Wilk, do Rage Againt the Machine. Para os shows, Tommy, baterista da banda solo do Ozzy, é o responsável. Seria muito bom ver o baterista original, Bill Ward, tocando na banda e assim ver 100% do Sabbath. Guitarristas podem tocar até ficarem bem velhinhos como BB King(que tem 88 anos), ou Jeff Beck (que tem 69 anos). Baixistas também... mas bateristas precisam de um pouco mais de vigor físico para tocar. - Ok, Charlies Watts, dos Stones, tem 72... mas ele toca beeeeem devagar, certo? - Em resumo, Bill Ward não teria a pegada necessária. E temos que tirar o chapéu para a escolha do Sabbath: Tommy Clufetos é um monstro. Ataca sua bateria com uma fúria absurda. Sem firulas, sem marabalismo, faz o que tem que fazer. Normalmente solos de bateria são uma coisa meio chata, mas esse cara veio mostrar serviço. Certas horas dava impressão que tinha mais alguém tocando, não era só ele.
E claro, o final do solo de bateria é o momento perfeito para ficar batendo no bumbo e introduzir “Iron Man”. Não preciso falar o efeito que essa música causa em quem gosta de Rock n Roll. Cantada (berrada) do começo ao fim por 70 mil pessoas!
A música seguinte foi “God is Dead?”, single do disco novo, a mais conhecida. Por esse motivo foi a que mais agitou das três nova tocadas. Ozzy anunciou “Dirty Women” dizendo que gosta de garotas safadas, e o telão atrás da banda exibia imagens antigas de mulheres seminuas. RocknRoll e Sexo: juntos desde que o mundo é mundo.
Seguindo o script dos shows, Ozzy gritou para a platéia:
“Vocês estão loucos? Fiquem loucos!!! Se vocês ficarem loucos, nós vamos tocar mais músicas!! Go fucking crazy!!!”
E começou “Children of the Grave”. Riff clássico. Até o Ozzy fez sinal de reverência a Tony Iommi. Se o cara faz aqueles solos sem ter sensibilidade nos dedos...
Detalhe dos "dedos postiços" do Tony Iommi. Fonte:Uol
Já sabíamos que o show estava no final, e essa música foi um êxtase total. Na platéia só tinha gente sorrindo, um bando de marmanjos, carecas, barrigudos, todos sorrindo como criança quando ganha doce.
A banda saiu, ovacionada, um barulho ensurdecedor. Então, depois de poucos minutos, a voz de Ozzy puxou o coro de “one more song, one more song”. Voltaram, e Iommi tocou a introdução de "Sabbath Bloody Sabbath" pra depois emendar em Paranoid. Foi uma versão um pouco diferente, um pouco mais lenta do que a versão que o Ozzy toca nos shows solo, mas... é “Paranoid”. Fico imaginando quantas bandas surgiram, quantos moleques compraram guitarras, quantas baquetas foram quebradas por causa dessa música. Está no meu top five das músicas de RocknRoll. Eu toco em uma banda, e esta é a única música que tocamos em TODOS os ensaios.
Acabou. A sensação era de ter feito parte de um momento histórico. Uma aula com os verdadeiros mestres. O Black Sabbath. A banda responsável por tudo ao redor quando se trata de Heavy Metal. Ozzy é o verdadeiro Deus Metal. Que ele continue até onde der, dando seus gritos, suas corridinhas estranhas no palco . Ele agradeceu, disse que nos amava mais uma vez. E pediu mais uma vez que Deus nos abençoasse. Amém, Ozzy... Amém! Marcelo Machado tem 36 anos e trocaria facilmente um rim, um dedo e duas costelas pela habilidade em fazer solos como Tony Iommi faz. ++++++++++++++++++++++++++
Abaixo, vídeos de War Pigs, N.I.B. e um bônus.
Agradecimentos aos caras que tiveram o dom de filmar as músicas por inteiro e compartilhar!
War Pigs - 2013 - Campo de Marte
N.I.B. - 2013 - Campo de Marte
Mettalica & Ozzy (percebam a reverência do Metallica, a felicidade do James Hetfield ao tocar junto com o Ozzy. No final, o baterista e fundador do Metallica, Lars Ulrich, diz: "Este cara é a razão pela qual estamos aqui!")
Conversando com meu amigo-de-fé-irmão-camarada, Ricardo Bunnyman (facebook), surgiu a pergunta:
“Daqui a 16, 18, 20 anos, em qual show poderemos levar nossos filhos e dizer: Filho, essa banda é clássica de Rock n Roll. Esses caras são responsáveis por gerações e gerações de músicos de Rock. Inspiraram milhares de pessoas no mundo inteiro! Isso é RockNRoll!”
????????????????????????????????
Pois é... difícil chegar a uma resposta. O máximo que conseguimos foi pensar que talvez o Sepultura deverá estar tocando, e das gringas, provavelmente o Metallica. Esses serão os clássicos daqui a 16 anos.
( Ok, Rolling Stones não conta... os caras são imortais. Em 2029, Mick Jagger estará rebolando e gritando que não está satisfeito e Keith Richards, com braços biônicos, estará tocando a introdução de “Paint it Black”)
Mas o resto... Sabbath, Iron Maiden, Ac/Dc, Deep Purple. Esses com certeza não estarão mais na ativa.
Bateu uma tristeza. Preciso começar a montar o acervo de vídeos de RocknRoll para mostrar pro meu filho/a.
Há muito tempo se diz por aí que o Brasil é um alento para bandas e grupos musicais em plena decadência. Particularmente eu não concordo com isso. E se eu concordasse, teria perdido a oportunidade de me divertir no último sábado, dia 06 de Outubro - Party Out of Bounds!!!
Crédito Imagem: www.uol.com.br
B-52’s. B Fifth Twos, ou Bife com Xuxu! Não importa como o nome é pronunciado. Se você tem mais de 30 anos, com certeza já ouviu uma música acelerada, dançante, com um riff de guitarra marcante chamada Private Idaho.
O lugar: HSCB Brasil. Alguns acham a casa pequena. Outros dizem que o som deixa a desejar. O fato é que o lugar foi uma boa opção para esse show. Normalmente, o HSBC é o local escolhido pelos produtores para shows não tão “mainstream”. Pra se ter uma idéia eu vi o divertido show do “Mr Big” lá (aquela banda da música "To Be With You").
O público: Considerando que o B-52’s lançou somente dois discos de músicas inéditas nos últimos 21 anos e que o estilo musical no qual eles foram batizados, o New Wave, não existe mais, o público não poderia ser diferente. Poucos ali deviam ter menos de 35 anos. E muitos estavam bem acima desta média. Vale citar que pista vip, mesas e camarotes deram lotação esgotada. Só havia ingressos para pista normal.
O show: Se eu puder descrever em uma palavra, diria que foi um show... honesto! Sim, honesto. Como eu já disse, o B-52’s não lança nada novo há 2 décadas. Então, de uma certa forma você sabe o que eles vão apresentar, direto ao ponto, sem firulas.
Sem banda de abertura, o show marcado para as 21:00hs começou as 21:15hs. E logo de cara deu pra perceber que não tinha firulas mesmo. Nada de música de introdução, fumaça de gelo seco ou luzes piscando. Nada! Nem abertura de cortina teve, porque a cortina já estava aberta. A banda simplesmente entrou no palco e começou a tocar “Planet Claire”. Cindy Wilson, Fred Schneider e Kate Pierson, nesta ordem, entraram e saldaram o público com gestos. O pessoal devolveu com entusiamo.
Nesta primeira música, Kate Pierson usa sua voz forte e acompanha toda a base junto com o teclado. Cindy Wilson toca (toca?) bongô e Fred Schneider fica brincando com seu agogô. Esse esquema vai se repetir durante todo o show.
A segunda música é "Mesopotamia". E a terceira, a música que eu jurava que fechava o show, e com certeza a mais famosa da banda: "Private Idaho". Colocar essa música nos primeiros minutos faz a banda ganhar a platéia facilmente. Fica difícil ouvir os vocalistas cantando, tamanha a empolgação do público.
O B-52’s tem 37 anos de carreira. Kate Pierson tem 65 anos, Fred Schneider tem 62 e a caçula é Cindy Wilson com 56. Mas incrivelmente, quem agita mais é Kate Pierson. Ela obviamente não tem mais a mesma energia e remelexo de antigamente - os quilinhos a mais são visíveis - mas ainda dança, faz algumas coreografias dos videoclipes e praticamente não fica parada durante todo o show. Bem diferente de Cindy Wilson, que praticamente não dança. No máximo dá um pra lá e um pra cá. Parece até que ela está doente, gripada ou sei lá o quê. O fato é que ela realmente se mexe pouco no palco. Isso não influencia na sua voz, que continua a mesma. Aliás, todos os três continuam exatamente com a mesma potência vocal. Não deixaram nada a desejar nesse quesito.
Outro detalhe sobre Cindy Wilson é que em algumas músicas, ela toca bongô. Bom.. dizer que ela TOCA bongô me parece otimismo demais... Parece que ela aprendeu com o Jô Soares....
Alguns segundos depois de ter acabado Private Idaho, faltou energia no HSBC. Na verdade, faltou energia no quarteirão. De início a banda ficou no palco meio sem saber o que fazer, mas logo Fred Schneider começou a puxar palmas da platéia junto com o baterista Sterling Campbell que ficou fazendo uns solos, aproveitando que seu instrumento não precisa de energia elétrica.
O gerador do HSBC entrou em cena e ao reacenderem as luzes Fred Schneider disse: “Desculpem por isso... nós esquecemos de pagar a conta de luz...”. É amigo, não tá fácil pra ninguém!
Anunciou “Lava”. Confesso que pelo nome não lembrava da música, mas aos primeiros acordes, voltei para 1982 onde eu não sabia falar o nome da banda, mas achava os penteados e as cores bem legais.
Próxima música: “Dance This Mess Around” - conhecida de poucos na platéia. Na sexta, “Girl from Ipanema Goes to Greenland” é o momento solo de Cindy Wilson. Ao anunciar a música, ela dedicou ao irmão, Ricky Wilson, ex-guitarrista e um dos fundadores do B-52’s que morreu de complicações por causa do HIV em 1985. Cindy saiu da banda entre 1990/1994 e 1999/2001, para cuidar da família.
Kate Pierson voltou ao palco para um dos grandes momentos do show. A dobradinha de “Roam” e “Legal Tender” cantada pelo duo de vocalistas mais colorido da história. Sim, Cindy Wilson continua com seus cabelos louríssimos, quase brancos, com franjinha de colegial. Kate Pierson não trouxe nenhum penteado mirabolante, mas conserva o vermelho dos seus cabelos com uma dedicação incrível!
Inicialmente eu achei que as duas interagiam pouco uma com a outra e poderiam até estar no esquema “Keith Richards X Mick Jagger”, mas ao menos nessas duas músicas, a coisa foi diferente. Ela correram juntas de um lado para o outro, se abraçaram, Cindy puxou Kate para lá e para cá, riram. Pareciam realmente duas amigas que se encontravam para fofocar em pleno show. Foi a primeira e última vez que Cindy deu uma “agitada”. No restante do show ela realmente parecia um pouco afastada de todos. Enquando Fred e Kate dançavam juntos, ela preferia ficar no outro canto do palco.
Com essas duas músicas também fica claro que elas não perderam a qualidade da voz. Continuam com o mesmo tom, força, timbre, tudo perfeitamente igual há 20, 25 anos atrás.
Durante “Legal Tender”, talvez a música que tem o videoclipe mais famoso da banda, eu senti falta de um telão de efeitos ou alguma produção mais rebuscada. Mas não havia nada. Somente uns 7 pontos de luz projetados no fundo do palco, que mudavam de cor. Só. Nem um cartaz com o nome da banda.
Mesmo assim, ao final da música, foi o momento em que a banda (no caso as duas, pois Fred não estava no palco) foi mais aplaudida e ovacionada! Ficaram visivelmente emocionadas.
Fred Schneider voltou e seguiu-se com as 4 músicas mais desconhecidas do set: “Love in the Year 3000”, “Is that you Mo Dean”, “6060-842” e “Whammy Kiss”.
Como foi um momento meio morno e estas músicas não são especificamente as minhas mais preferidas, aproveito para falar da banda de apoio. Já comentei do baterista Sterling Campbell. Completava a cozinha, a baixista Tracy Wormworth. Paul Gordon nos teclados e... putz.. esqueci o nome do guitarrista. Mas o ponto aqui é que as músicas são executadas com precisão cirúrgica. Exatamente igual ao que você escuta no disco, principalmente pelo guitarrista-não-lembro-o-nome e pelo baterista Sterling (que tocou com óculos escuros e é a cara do Vin Diesel). E isso é bom! Os rifs de guitarra eram exatamente iguais aos que você conhece. O baterista toca naquela velocidade ramoniana que as músicas exigem, mantendo a pegada do começo ao fim. Em algumas músicas, rola até um peso maior na dupla guitarra-bateria, mostrando que ao vivo, tudo pode ficar até mais divertido.
Fred Schneider apresentou a banda, as duas vocalistas apresentaram ele... muito barulho, palmas e assobios. Agradeceram e saíram do palco. Depois de 5 minutos voltaram para o bis com “Party Out of Bonds” e “Rock Lobster”. Parte das músicas foi tocada com a luz da platéia acesa, pois era o último grande momento do show e todos sabiam disso, então todos aproveitaram ao máximo em ver e ser visto. Talvez era o último momento do B-52’s no Brasil. Apesar deles não terem deixado claro, essa é provavelmente a última turnê (que não tem nem nome). Após o guitarrista Keith Strickland ter anunciado a aposentadoria no final do ano passado e ter parado de excursionar, a banda disse que daria um tempo e que está cansada. Além disso, todos tem projetos paralelos - Kate , por exemplo, tem dois hotéis nos EUA que administra junto com sua companheira, com quem vive desde 2003 e vai lançar disco solo - Cindy tem a The Cindy Wilson Band.
Eu saí satisfeito do show. Na verdade não foi um show. Não foi “o melhor show que você viu na vida”, como prometeu Fred Schneider em entrevista ao Jornal da Globo. Não teve essa conotação de espetáculo. Foi... uma festa! Sim, foi uma festa entre amigos que tocaram umas músicas dançantes pra se divertir um pouco. O B-52’s não fez um espetáculo para conquistar ninguém. Eles não querem mais isso e nem poderiam. Ninguém saiu do show e vai atrás de discos dos caras. Foi só uma festa. Mas foi uma festa muito, muito divertida.
Ao sair do palco, Fred Schneider disse: “Nos vemos em...algum vídeo por aí”. E fim! Não só o fim de um show, mas talvez o fim de uma das bandas mais divertidas e festeiras dos últimos tempos.
Marcelo Machado tem 36 anos e gostaria de conhecer Love Shack - a little old place where we can get togheter. Love Shack Baby!
No dia 19 de Janeiro completou-se 10 anos da apresentação do Iron Maiden no Rock in Rio III. Foi um show diferenciado, não só pela volta do Maiden ao festival, mas por ser a primeira apresentação com os três guitarristas - Dave Murray, Janick Gers e Adrian Smith.
Para comemorar, o amigo Igor do Blog Flight666 ( @BlogFlight666 ) re-publicou as minhas aventuras naquele dia.
Não vou comentar de onde veio esta expressão “RocknRoll”, nem quem foi ou se diz pai da matéria, nem quem foi ou se diz a grande banda de Rock de todos os tempos. Isso deve sair em um monte de lugares por aí. Aqui, vou falar que eu gosto de música. Hoje praticamente gosto de quase todo tipo de Música (com M maiúsculo), vou além das guitarras distorcidas e solos velozes, mas tudo começou com o Rock. Influenciado pelo meu irmão mais velho, passei a gostar de Rock, Punk, conheci os medalhões da história e elegi minha banda de cabeceira:
( Up The Irons!! )
Aprendi a arranhar violão, depois enveredei pela guitarra e hoje faço uns “batuques” na bateria. Gravei um cd por curtição com uns amigos, montei uma banda, gravei outro cd pra mais curtição e confesso que ultimamente sinto falta de um bom show de Rock. Escrevi reviews de shows que vi, e até de shows imaginários que, infelizmente, não puder ver. Fui influenciado e influenciei um monte de gente.
Só pedi um único autógrafo na vida. Foi para o Marcelo Nova, fundador e eterno líder da banda Camisa-de-Vênus. E mesmo assim, só pelo fato de que nascemos no mesmo dia do mesmo mês em anos diferentes. Em um destes “nosso” aniversário, encontrei com ele em – onde mais? – uma loja de discos. Ah, e também pelo fato de que eu nasci na exata data em que Elvis Presley morreu – contei isso ao Marceleza que escreveu no autógrafo: "Grande Marceleza! Morrem reis e nascem reis! Grande abraço!"
Resolvi fazer um “inventário” de alguns dos shows que vi - algumas bandas por bem mais que uma vez. Nem todos podem ser considerados do Rock, mas com certeza, de alguma maneira, todos foram influenciados ou influenciadores. Meu único arrependimento nesta área é não ter visto Ramones ao Vivo. Foi maus... "One, Two, Three, Four" Forever!!
Fica o refrão de uma musica do Kiss que diz:
“God gave rock and roll to you, gave rock and roll to you
Gave rock and roll to everyone (oh yeah)
God gave rock and roll to you, gave rock and roll to you
Put it in the soul of everyone”
Inventário do Rock:
Nacionais:
angra
arnaldo antunes
barao vermelho
biquini cavadao
cachorro grande
camisa de venus
capital inicial
cassia eller
charlie bronw jr
cidade negra
cpm 22
emerson nogueira
engenheiros do hawai
ira
jota quest
kid abelha
leo jaime
lulu santos
marcelo d2
marcelo nova
nando reis
nenhum de nós
o rappa
os paralamas do sucesso
pafo fu
pitty
planet hemp
plebe rude
raimundos
rita lee
rpm
rumbora
sepultura
skank
titas
ultraje a rigor
velhas virgens
viper
Internacionais:
agent orange
alice in chains
bad religion
bb king
black sabath
deep purple
depeche mode
doors 21 century
echo and the bunnymen
evanescence
faith no more
foo fighters
green day
guns n roses
information society
inxs
iron maiden
kiss
l7
lenny kravitz
little richard
live
living colour
metallica
morrissey
new order
nirvana
oasis
offspring
pearl jam
red hot chilli peppers
smashing pumpkins
soul asylum
supergrass
the cult
the cure
the sisters of mercy
tsol
u2
white zombie
Veja o vídeo abaixo e, talvez, perceba...
Sim, eu estava lá!!
Promessa cumprida! Eu vi novamente BB King, de perto, pela terceira vez. Dia 19 de Março de 2010, eu estava lá, vendo esse senhor "tentar tocar guitarra"- como ele mesmo diz, fazendo suas caretas, brincando com sua "Lucille. Para quem não curte música pode soar meio insano, paranóico ou até mesmo ridículo, mas para mim, que não vivo sem música e reconheço nesse senhor bonachão uma lenda viva (para ficar no lugar comum)... não tem preço. Simplesmente não tem preço. Poucos coisas na vida me provocam tão bem estar quanto isso...
Peace of Mind
I've had everything that money can buy,
Oh, but still i'm so unhappy darling, that i could cry
Because i've never had peace of mind, darling, in my life time
When you're in trouble and all down and out,
Then you'll find out, darling, what it's all about
Then you'll realize that peace of mind, darling, is hard to find
I've been everywhere, seen everything but i only have myself to blame,
For not realizing while i was riding high that happiness is something money can't buy
Oh, the things i haven't done, darling, are very few
Yes, i've had trouble baby, and good luck too
Oh, but i've never had peace of mind, darling, in my life time
Objetivo cumprido. Se a idéia era apagar a má impressão do show de 99, foi feito com louvor.
Creio que tudo contribuiu. O som estava melhor, mais alto e mais claro. O lugar era maior e a acústica de um estádio de futebol tem seus méritos. Duramente castigada pelas chuvas nos últimos dias, milagrosamente não choveu nesta noite e o Metallica fez a o que lhe era esperado.
Após tentar vender dois ingressos que estavam sobrando, entramos no estádio do Morumbi por volta das 20horas. O Sepultura e o vocalista monstro Dereck já estavam no palco fazendo todo o barulho que tinham direito. Nunca fui fã de Sepultura, gosto de um par de músicas dos caras e só.
O que eu esperava do Metallica? Clássicos, peso nas músicas e pouco espetáculo visual. Me surpreendi na parte do visual. Os caras tinham três telões, dois laterais e um no fundo do palco. E este último era de grande tamanho e definição. Dava pra acompanhar a movimentação dos caras com tranquilidade, até porque a pista estava lotada e a movimentação era bem reduzida. Somente quando uma ou outra roda de headbangers mais afoitos explodia, um espaço aqui e ali aparecia. No geral, o gramado do Morumbi estava completamente tomado.
Os caras começaram o show muito bem, com Creeping Death. Logo em seguida veio For Whom the Bell Tolls e The Four Horsemen. Boa trinca, apesar de eu achar que For Whom... é uma música muito poderosa pra ser gasta assim logo de cara. Mas os caras tinham outras cartas na manga. Não vou falar de cada uma das músicas, tem um monte de reviews no www.whiplash.net, mas não dá pra deixar de comentar que ver os caras tocando "Fade To Black", "One", "Master of Puppets" e "Stone Cold Crazy" é absurdamente bom pra quem gosta de rocknroll. One teve telão em preto e branco, junto com explosões no palco e chamas ao redor. Até "Enter Sadman", que muita gente torce o nariz por ser do disco "comercial" do Metallica, tem um efeito absurdo nas pessoas. Nas suas principais viradadas, essa música teve fogos de artifício saudando o público. 30 mil pessoas cantando um refrão, fazendo tanto barulho que era quase impossível ouvir o próprio James Hetfield.
Aliás, o vocalista do Metallica parecia contente com o que via. Em diversos momentos interagia com o público perguntando se estávamos sentindo a energia da noite. Entrou pro clube daqueles que dizem que as platéias brasileiras são as que mais participam, dedicou música aos brother do Sepultura, etc.
Na última música, "Seek and Destroy" já no bis, James Hetfield perguntou porque as pessoas queriam ouvir aquela música, porque gritavam o nome daquela música. "-Deve ser porque ela é de poucas palavras, uma letra fácil". Seja como for, ele pediu para acenderem as luzes do estádio e então, a banda pode ver o Morumbi lotado cantando cada parte da música. Fim do show, jogaram muitas palhetas, muitas baquetas, cobriram a bateria com a bandeira nacional e cada um foi ao microfone dizer suas palavaras de agradecimento. O baterista Lars Ulrich, fundador da banda e conhecido por não ser de muitas palavras, disse algo como:
"-Prometo que não iremos demorar mais 11 anos pra voltar!!"
A bom rocknroll agradece!
PS. O vocalista James Hetfiled não é a cara do Mano Menezes, técnico do Corinthians????
Abaixo, vídeos amadores
Enter Sadman
Fade to black
Master of Puppets
domingo, setembro 28, 2008
Evanescence
As portas abertas e as dores - 22/04/2007
Sábado, 22 de
abril de 2007, estádio Palestra Itália, SP
A banda esperou, esperou e esperou (até demais) mas finalmente o Evanescence, liderado pela vocalista Amy Lee, aportou em terras brasileiras para um total de quatro shows, Porto Alegre, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro.
Um pouco de história. O embrião do Evanescence surgiu quando em 1994, o guitarrista Ben Moody e a vocalista Amy Lee, com 14 e 13 anos respectivamente, se conheceram em um acampamento para jovens. Ben viu Amy tocando piano e cantando, e depois de um xavequinho qualquer, resolveram que montariam uma banda. Aí aconteceu tudo aquilo que acontece com todas as bandas. Tocaram nuns inferninhos, gravaram demos e o EP de nome “Origin” em 2000 (onde está registrada a música “My Immortal”). Correram atrás até o sucesso chegar junto com o primeiro álbum oficial, “Fallen”, que só foi lançado em 2003. Nesta época a banda contava com Amy Lee, Rocky Gray (bateria), John LeCompt (guitarra), David Hodges (baixo) que ficou pouco tempo e nem saiu em turnê sendo substituído por Willian Boyd e Ben Moody (guitarra). Este álbum vendeu 14 milhões de cópias, rendendo até 2 Grammys à banda.
No final de 2003, Ben Moody cansou da brincadeira e decidiu dar área sem mais nem menos, deixando Amy Lee muito puta da vida, afinal, a banda estava engrenada e perdia o seu principal guitarrista e compositor. Reza a lenda que rolou um aprochego entre os dois, o que deve ter deixado a Amy mais puta ainda. Hoje ela costuma dizer que nunca mais vai trabalhar com o cara (tô de mal). No lugar de Ben, entrou Terry Balsamo.
Aí em julho de 2006, o baixista Willian Boyd também resolveu sair fora, sendo substituído por Tim McCord. Essa formação ficou e segue até hoje.
Vamos ao show
Apesar de muito esperado pelos fãs brasileiras, as apresentações da banda no país não tiveram lotação esgotada em nenhuma cidade*.
Em Porto Alegre, foram somente 8 mil pessoas. Em São Paulo, somente 25 mil do total de 35 mil ingressos foram vendidos.
Desde o dia 9 de abril, alguns fãs mais afoitos acampavam às portas do Parque Antarctica na esperança de ficar mais perto da banda. Rolaram alguns percalços no caminho, inclusive o fato de uma fã ter sofrido um atropelamento na porta do estádio. Coisas...
Duas bandas de abertura, ambas vaiadas nos shows anteriores. Não posso dizer nada delas, pois não cheguei no local a tempo de conferir.
Ao entrar no estádio pude confirmar o que já esperava: O Parque Antarctica estava vazio. O único setor que parecia estar completamente tomado era o das cadeiras cobertas. Pista e arquibancada geral estavam tranqüilas. (Cambistas vendiam ingressos a 60 reais, metade do preço original). Pude ficar a alguns metros do palco, sem empurra-empurra e nem precisei dormir na porta do estádio, mas enfim...
A montagem do palco do Evanescence começou por volta das 20h30. Uma grande cortina preta e branca foi fechada, escondendo alguns detalhes. O curioso aqui é que neste estádio, absolutamente nada pode ser preto e branco... será que a Amy pagou uma multa?
A arquibancada fazia um barulho infernal a qualquer movimentação no palco. Enquanto os instrumentos eram afinados e ligados, o pessoal gritava, cantava, urrava... nem a fraca chuva que insistia em cair desanimava essa galera. Galera composta em sua maior parte por meninas com trajes negros. Algumas acompanhadas do pai ou irmão mais velho.
Exatamente as 20h59, as luzes se apagaram, as cortinas se abriram e a banda iniciou o show com “Sweet Sacrifice”, do recém-lançado “The Open Door”. Seria a primeira das diversas músicas estilo “meu mundo caiu” de Amy Lee. Ela é esperta, sofre por amor como todos, mas ao invés de se trancar no quarto, escreve músicas que são instantaneamente consumidas.
“ Um dia eu esquecerei o seu nome e um doce dia, você estará afogado na minha dor perdida” – trecho de Sweet Sacrifice
O palco não gera grandes impactos. Só um painel atrás do baterista com o símbolo da banda (um grande “E” estilizado) e dois pequenos painéis de cada lado. Há também um telão de cada lado, possibilitando uma visão tranqüila. O som está baixo, e olha que estou a poucos metros das caixas de som.
O show segue, e na terceira música, o primeiro grande hit “Going Under”. A galera, em sua maior parte formada por adolescentes, canta do início ao fim. Amy Lee dá boa noite, agradece a todos e diz que é tudo por causa dos fãs, os fãs que pediram, choraram e gritaram, e por isso eles estão no Brasil. Diz que é uma honra.
“Vou te contar o que tenho feito por você
Já chorei 50 mil lágrimas,
gritando, enganando, e sagrando por você
E, ainda sim, você não me ouve...” - Trecho de Going Under
Durante a semana, os fãs armaram surpresas para o show, uma delas foram as bexigas brancas que apareceram durante a música “Lithium”, o atual som que está sendo tocado nas rádios. Com o piano no centro do palco, Amy Lee parece se surpreender com a manifestação da platéia.
“Venha para a cama, não me faça dormir sozinha
não consegui esconder o vazio que você mostrou
nunca quis que fosse tão frio
apenas não bebeu o suficiente para dizer que me ama” – Trecho de Lithium
Muita gente acha que o Evanescence é uma cópia descarada do Nightwish (que compareceu ao show em algumas camisetas), que a banda não tem atitude, que é um produto fabricado.
Tudo isso pode ser verdade, mas o talento vocal de Amy Lee tem de ser reconhecido. Sua voz é realmente forte e faz frente pesada ás guitarras do resto da banda.
O resto da banda... nenhum dos outros membros do Evanescence se destaca durante o show. Cada um faz a sua parte sem muitas firulas. Não há solos longos, virtuosismo, performances, nada, nada. E os telões do Parque Antarctica contribuem para isso... de vez em quando mostram o baterista Rocky Gray e só. É Amy Lee o tempo todo. E aproveitando, falemos dela.
Um pouquinho acima do peso (Não há nada sexy em pele e osso. você tem de ter alguma carne. – disse ela certa vez), cabelos ora presos ora soltos e com pouca maquiagem emoldurando os belos olhos verdes, ela faz seu show particular balançando os braços, rodando em seu vestido cor de vinho e soltando um ou outro sorriso para as câmeras. Não chega a agitar muito, mas é suficiente para os fãs de verdade. Conversa um pouco e manda muitos “obrigada”.
Antes da execução de “Tourniquet”, ela pergunta quem fala inglês. Obviamente quase todos levantam os braços e gritam dizendo que sim. Ela diz um “Thanks God” e pede que ao contar até 3, todos dêem dois passos atrás, sem explicar porque. E mais uma vez, obviamente, nem todo mundo entende. Ela tenta de novo, e de novo, até que alguns se movem e ela se dá por satisfeita.
Outro momento de explosão da platéia vem em “Call me when you´re sober”, também do disco novo cantada do começo ao fim. A banda insiste em dizer que as suas letras não são necessariamente tristes, mas que mostram um outro lado, que tudo pode começar outra vez. Veja um fragmento de “Call me...” e tire suas conclusões.
“Você nunca me liga quando está sóbrio
Você só quer, porque acabou, acabou
Como eu pude queimar o paraíso?
Como pude? Você nunca foi meu”
Outro grande hit do disco anterior, “Bring me to life” , que na versão original tem duas partes cantadas por Ben Moody. No show, o guitarrista Terry Balsamo não faz questão de participar e só vai ao microfone em alguns momentos.
O show segue, Amy Lee anuncia que irão tocar somente mais algumas músicas. Após “Lacrymosa”, a galera tinha preparado outra surpresa, cantar uma música da banda, mas não houve tempo e nem sincronismo. Amy Lee surgiu ao piano e a introdução de “My Immortal” ecoou nas caixas de som. Desnecessário dizer que os celulares se acenderam e ela quase não precisou cantar. O coro da platéia feminina, presente em todo o show, mostrou ao que veio. Amy Lee entendeu e deixou alguns versos por conta das fãs. No dvd “Anywhere but home” gravado ao vivo em um show em Paris, nas cenas de bastidores durante esta música, os outros
integrantes da banda ficam fazendo graça e imitando os trejeitos de Amy enquanto ela está ao piano tocando e a platéia se descabelando. Os caras tem que se divertir não é?
“Eu não posso mudar quem eu sou
Não desta vez, eu não irei mentir para manter você perto de mim
nesta curta vida, não há tempo pra perder desperdiçando
meu amor não foi o suficiente” – trecho de Lacrymosa
A última música, “Your Star”, também é do último disco. Amy Lee agradece, sai do palco. O guitarrista Terry joga umas palhetas, brinca com a platéia. O baterista Rocky manda umas baquetas e é só. Acabou o show. Tão simples que eu ainda fiquei parado esperando algo acontecer. E então entrou a equipe para desmontar o palco.
The End.
Enfim, acho que foi um show que agradou somente quem realmente é fã da banda (fã perfil Iron Maiden, manjam?). Durante 1h20, eu assisti mas não me empolguei nem um pouco. Talvez eu esteja ficando velho, talvez o Evanescence tenha demorado a vir ao Brasil, talvez as duas coisas. Morno, quase frio. Acho que eu preferia os discos anteriores. Mas ok, eu não tinha nada pra fazer mesmo...
Na saída, caminhando pela avenida Francisco Matarazzo em direção ao estacionamento, sou abordado por um taxista que pergunta: “ O show já acabou?”. Olhei bem pra ele e respondi: “ Pra falar a verdade... acho que nem começou...”.
Ele não deve ter entendido nada...
Set list
1. "Sweet Sacrifice" ("The Open Door")
2. "Weight of the World" ("The Open Door")
3. "Going under" ("Fallen")
4. "The only One" ("The Open Door")
5. "Lithium" ("The Open Door")
6. "Good Enough" ("The Open Door")
7. "Haunted" ("Fallen")
8. "Tourniquet" ("Fallen")
9. "Call me When You´e Sober" ("The Open Door")
10. "Imaginary" ("Fallen")
11. "Bring me to Life" ("Fallen")
12. "Whisper" ("Fallen")
13. "All That I'm Living for" ("The Open Door")
14. "Lacrymosa" ("The Open Door")
15. "My Immortal" (Fallen)
16. "Your Star" (The Open Door)
*Nota da Redação – Este review foi escrito no domingo, 23 a tarde. Quem sabe o público carioca faça um milagre.
MM tem 29 anos e prefere se arrepender das coisas que faz do que daquelas que não faz.
B. B. King
Let the good times roll... The King of the Blues!!!!
Antes de tudo, uma apresentação para todos se situarem*
O guitarrista de blues-rock que entraria para a história como B. B. King nasceu Riley B. King, em Itta Bena, vilarejo localizado às margens do delta do rio Mississipi. Nascido no berço do Blues não era de se estranhar que o jovem King se interessasse por música, carreira que era muito mais proveitosa à época do que colher algodão, única alternativa restante. Desde a infância se interessou por blues, country, gospel e jazz.
O responsável por introduzir King no mundo artístico foi seu primo Bukka White, guitarrista de blues profissional em Memphis em meados da década de 40. Em pouco tempo B. B. King se mudaria definitivamente para Memphis, passando a se apresentar nas rádios locais e conquistando uma boa audiência entre os ouvintes negros. Nessas apresentações em rádio (na realidade shows ao vivo transmitidos) ganhou o apelido de Beale Street Blues Boy, mais tarde abreviado para Blues Boy King e finalmente B. B. King.
Em 1949 gravou suas primeiras faixas em vinil. Durante o início dos anos 50 foi produzido por ninguém menos que Sam Philips, até então um produtor medíocre. Em 1951 conseguiu pela primeira vez sucesso nacional nas paradas de r&b com a música Three O'Clock Blues. Aproveitando a boa repercussão montou a banda Beale Streeters (com o vocalista Bobby Bland, o pianista Johnny Ace e o baterista Earl Forest).
Conta a lenda que nesta turnê a sua lendária guitarra Lucille foi batizada. Após arriscar a vida para salvar a guitarra de um incêndio em um bar em Arkansas, King chegou à conclusão que algo tão importante para ele não podia ficar sem um nome. Ao contrário do que se pensa, porém, Lucille não é apenas uma guitarra, mas várias, que ele trata como uma só.
Durante as últimas décadas o estilo de King praticamente não mudou. Foi um dos poucos artistas de blues (senão o único) a conseguir manter-se em evidência durante tantos anos sem tornar seu som comercial. Continua tocando para platéias pequenas, com a mesma paixão de sempre, simpático com os fãs e respeitado por qualquer guitarrista de blues ou rock que se preze.
Ok, agora você sabe de quem vamos falar. Como diz o mestre de cerimônias no show:
“Ladys and Gentleman... The King of The Blues : BB KING!!!!!”
Domingo, 3 de dezembro
de 2006, Via Funchal – São Paulo
Blues... será aquela música de tiozinhos que insistem em tomar whisky quente (caubói) em ambientes enfumaçados, sempre tendo um negão chamado “Charlie” ao piano?
Talvez sim, talvez não. O fato é que os anunciados últimos shows no Brasil da turnê mundial de despedida “The Farewell Tour” tiveram lotação esgotada. Só em SP foram quatro apresentações, sendo uma beneficente e mais três no Via Funchal.
A última, na segunda-feira dia 4, foi marcada de última hora devido à grande procura. BB King tocaria ainda no Rio de Janeiro e em Curitiba.
A apresentação beneficente foi na casa Bourbon Street, reduto de blues em SP que foi inaugurado em 1993, com um show de quem?? Sim, dele, BB King. Alguns lugares foram leiloados e chegaram no valor de pouco mais de 4 mil reais!
Ok, chega de números e vamos ao show:
Com atraso de 40 minutos, entra a banda que começa fazendo um número de blues.
Cada um dos integrantes (metais, baixo, guitarra, teclados e bateria) tem o seu momento de fazer solo. Parece uma jam session. Os integrantes da metaleira ficam passeando pelo palco, sentindo o clima, estalando os dedos. Isto tudo dura por volta de 20 minutos. São de certa forma, regidos pelo “band leader” Bugaloo, o trompetista. Um negrão gordo, metido a dançarino que é uma figura e está na banda há 27 anos.
Até que outro integrante da metaleira, vem ao microfone no centro do palco, diz algumas palavras com um sotaque dificílimo (ao menos para mim) de entender, e chama ele, o rei do Blues.
BB King já passou dos 80 anos. Tem diabetes, a qual já levou sua sensibilidade da ponta dos dedos. Tem dores nas costas e por tudo isso, caminha muito devagar. Sua entrada ao pouco causa uma comoção na platéia de tal forma, que creio que não precisava mais nada. Só o fato deste camarada estar ali presente já é um show. Ele agradece, faz reverência ao público. Se acomoda, recebe sua “Lucille” de seu fiel escudeiro Bugaloo e inicia o show fazendo algo que muitos não gostam: falando muito. Pede desculpas pelo idioma, diz que não está bem das costas, dos joelhos e nem da cabeça, por isso vai tocar sentado.
Daqui pra frente, temos aproximadamente uma hora e meia de um verdadeiro show. BB King conversa muito, muito mesmo. Ao final de cada música, sempre agradece. Diz um “obrigado” carregado, lembrando que essa é a única palavra que aprendeu no nosso idioma, mas que ainda diz com um sotaque de Mississipi. Toca sua guitarra de forma econômica, ligando e desligando várias vezes, dando a oportunidade de todos na banda fazerem seus solos e brilharem juntos. Coisa de quem sabe que não precisa provar nada para ninguém.
Na apresentação da metaleira, cada um dos integrantes, na sua vez, dança no palco divertindo muito a platéia. Ao apresentar o guitarrista, BB King chama-o de “young man” causando uma reação engraçadíssima no resto da banda. Todos gritam, fazem protestos, jogam toalhas no chão e tal. BB King olha para a platéia com ar de “como esses caras são chatos” e diz que comparado a ele mesmo, todos na banda são garotos.
Um momento marcante nos seus shows: Após apresentar a banda, empunha sua Gibson
no alto, dá um beijo carinhoso nela e diz: Esta é Lucille, minha guitarra! Alguns aplaudem de pé...
Diz que tem 81 anos de idade, 60 de carreira, e que as pessoas se surpreendem ao saberem a sua idade. Comenta que está bem devido aos bons médicos que o acompanham, o Dr Viagra, a Dra. Cialis e o Dr. Levitra. Espera as risadas da platéia e fala que quando nós chegarmos aos 80 anos, também precisaremos consultar esses doutores.
Mesmo falando muito, é constantemente interrompido pelos aplausos da platéia. Ao final de cada frase, é muito saudado por todos os presentes.
Sua conhecida faceta de galanteador tem grande participação no show. Diz que as mulheres são a inspiração de Deus na Terra. Que todas são bonitas, e algumas são lindas. Brinca com alguns casais na platéia, diz para os homens fazerem aquela cara de “cachorrinho perdido na chuva” cantarem e dedicarem a canção “I’m Sorry” somente a elas.
O repertório do show é diversificado, com canções ditas mais novas, misturadas a versões diferenciadas de antigos sucessos, como a versão acelerada de “Bad Case of Love”. Eu senti falta de “I’ll Survive” e “Caldônia”.
Após tocar “The Thrill is Gone” foi aplaudido por mais de um minuto. Antes de “Ain´t that just like a woman” pediu permissão às mulheres para poder cantá-la (procure a letra para entender o porquê). Em “Rock me Baby” comandou o coro da platéia e em “You are my sunshine” disse que como não estávamos em um país de língua inglesa, quem não soubesse a letra poderia fazer “humm hummm hum hummm”.
Ele sabe ser carismático. Joga palhetas para a fila do gargarejo, posa para fotos, sacode na cadeira, faz caretas, dá autógrafos. Tudo isso, enquanto sua banda faz os viajantes solos. Showtime.
BB King fará falta nos palcos do mundo. Soube perceber a tempo as limitações que vêm junto com a idade e sabiamente anunciou sua despedida com uma turnê mundial.
Disse que continuará tocando, mas sem mais viagens. Apenas em casa, no seu bar.
Um verdadeiro Bluesman, que se “explica” na letra da canção de mesmo nome:
Bluesman (Understand)
I've traveled for miles around
It seems like everybody wanna put me down
Because I'm a blues man
But I'm a good man, understand
I went down to the bus station
Looked up on the wall
My money was too light, people
Couldn't go nowhere at all
I'm a blues man
But a good man, understand
The burdens that I carry are so heavy, you see
It seems like it ain't nobody in this great big world
That would wanna help old B.
But I will be all right, people
Just give me a break
Good things come to those who wait
And I've waited a long time
I'm a blues man but a good man, understand
Só resta dizer: Valeu B! God bless you!
Set List (incompleto e fora de ordem... isto é BLUES!!!)
The Thrill is gone
When love comes to town
Rock me baby
Key to the highway
Ain´t that just like a woman
Bluesman
When the saints go marching in
You are my sunshine
How blue can you get
All over again
Bad case of love
MM tem 29 anos e teve a grande oportunidade de ver BB King pela segunda e talvez última vez... torce com todas as forças para que isso não seja verdade...
NR1 - Como eu já previa no review do show do New Order, o Via Funchal é um péssimo local. E desta vez além dos problemas com a equalização do som (que nem foi tão complicada, pois BB King sempre traz uma equipe completa de produção), houveram seríssimos entraves com os lugares vendidos na platéia. Alguns foram vendidos duas, três vezes, outros lugares simplesmente não existiam. Isto fez com que este que vos escreve tivesse que assistir o show em um camarote. Não, isso não foi bom, porque acreditem, meu lugar original na fila de cadeiras era melhor que o camarote... enfim.
New Order
São Paulo - Via Funchal - 13/11/2006
originalmente postado em http://ricardobunnyman.sites.uol.com.br/
Dreams Never End
por Ricardo Bunnyman & MM
Finalmente, após 18 anos, o New Order volta a mostrar que ainda é uma banda atual, apesar de terem 28 anos de carreira se juntarmos com o tempo do Joy Division.
E com 50 minutos de atraso, Bernard Sumner entra sozinho e sorridente. Olha para os lados de diz algo como "bem, eu não preciso de banda mesmo...". Então, Peter Hook, Stephen Morris e Phil Cunningham aparecem e é anunciada "Crystal" do álbum Get Ready.
Nesse momento, o Via Funchal explode com o rock do New Order. Get Ready é o álbum mais rock da banda, pois foi produzido por Billy Corgan do Smashing Pumpkins.
Turn é anunciada, mas o clima cai um pouco e é retomado por Regret que provoca mais uma explosão na platéia. Platéia essa bem diferente do que o Marcelo e eu pensávamos encontrar. Havia uma galera bem mais jovem do que em outros shows de outras bandas dos anos 80. Mas os velhos fãs estavam presentes em peso.
Outra 'bala' do setlist foi "Ceremony". Música esta que foi concebida nos últimos dias do Joy Division e regravada na Nova fase. Durante a execução, nota-se que Sumner altera a voz e fica muito parecida com a do finado e venerado Ian Curtis.
"Who's Joe" faz o clima cair de novo, acredito que por se tratar de uma música nova e grande parte da platéia preferir hits. É uma boa canção.
Peter Hook com seu baixo e Stephen Morris na bateria anunciam o que virá... HAHAHAHAHA!!!! "Transmission"!!! Joy Division na veia!!! Muitos se calam e muitos se alteram como o Marcelo e eu. Sumner rasga a garganta durante a música e principalmente no refrão.
"Krafty" é um pop brilhante do último álbum e funciona muito bem ao vivo. Apesar de me lembrar apenas de parte do refrão: "Just give me one more day / Give me another night"
"Waiting for the Sirens Call" apesar de ser faixa título do novo álbum, não provoca muitas reações.
Eis que o New Order provoca a reação da alma em uma das mais belas canções já criadas por eles. A viagem de "Your Silent Face" mesclada com o jogo de luzes e o baixo típico de Peter Hook hipnotizam o público. Ela lembra muito o estilo do Kraftwerk, como pode ser conferido na sessão de Janeiro da Discoteca Básica sobre o álbum "Power, Corruption & Lies".Chega a vez do ápice da carreira e do show. "True Faith", "Bizarre Love Triangle", "Temptation", "Perfect Kiss" e o maior hit da banda "Blue Monday".
A maioria foi conhecida pelo público brasileiro através do álbum duplo "Substance", onde estão versões extendidas dessas música e para muitos é considerado um álbum de carreira.
Com versões alteradas, esses hits provocam a euforia da platéia por se tratar das músicas que 'fizeram' o New Order no Brasil. São músicas que tocavam todos os fins de semana nas casas noturnas e muitos dos que ali estavam, curtiram muito aquela época.
Bernard Sumner, Phil Cunningham e Peter Hook agitam o palco como se voltassem aos 20 anos de idade (este último não parou um segundo durante o show inteiro) enquanto Stephen Morris arrebentava a bateria com auxílio de Peter na eletrônica. Arrisco a creditar a entrada da dance music no Brasil à essas músicas.
Como o Kraftwerk, o New Order revolucionou o cenário do pop rock e transcedeu ao dance sem perder suas raízes. Coisa que só caras com o Joy Division no curriculum poderia realizar. Em Blue Monday, a mais esperada da noite, percebe-se uma falha na programação do som. Não chega a ser nenhum absurdo, mas foi engraçado.
O tempo regulamentar termina e logo o time volta para a prorrogação perguntando: "Nós vamos tocar Joy Division agora, mas vamos deixar vocês escolherem: "Shadowplay"?" - A galera delira - "She's Lost Control?" - A galera vai a loucura.
"Ok...
Confusion in her eyes that says it all,
She's lost control..."
E fechando, o clássico dos clássicos do Joy Division: "Love Will Tear Us Apart" que foi executada com uma energia indescritível. Stephen Morris era o estilo Joy Division. A mesma posição das apresentações e dos clips. Comentário estranho quando se fala de um baterista. Mas na minha mente, Stephen Morris era puro Joy Division durante todo o show.
E Sumner dispara algo como "está é a platéia mais receptiva do mundo"...
...Mas faltou Atmosphere...
01. Crystal
02. Turn
03. Regret
04. Ceremony
05. Who's Joe
06. Transmission
07. Krafty
08. Waiting for the Sirens Call
09. Your Silent Face
10. True Faith
11. Bizarre Love Triangle
12. Temptation
13. Perfect Kiss
14. Blue Monday
15. She's Lost Control
16. Love Will Tear Us Apart
Ricardo Bunnyman tem 30 anos e não foi ao primeiro show nos anos 80 porque não tinha idade. Mas agora pode se livrar esse trauma.
New Order, Joy Division… Mais uma vez, eu e Bunnyman estávamos lá. A oportunidade de ouvir a “linha de baixo mais triste da história da música*” ao vivo não poderia passar, de forma alguma.
Me deixou triste o fato do show ser no via Funchal. Qualquer apresentação nessa casa já começa devendo devido ao péssimo som (Pobre B.B. King que está por vir...). Mal dava para entender Barney ao microfone. O som era um misturado de freqüências. E quando se faz isso com um mestre como Mr. Hook, creio que deveria ser pecado mortal.
Detalhes sonoros a parte, para quem gosta da banda foi impossível não se arrepiar aos primeiros acordes de Transmission, com o teclado em Bizarre Love Triangle, com Regret, Perfect Kiss e Blue Monday unidas, She's Lost Control e Love will tear...
Li bastante sobre os shows, antes e depois do show do dia 13 em SP. Algumas curiosidades:
O pessoal de BH ficou meio puto, porque o NO foi colocado para tocar em um festival teen onde a maioria da platéia não tinha idéia de quem era “aquele tiozinho com cara de mau no baixo”.
No Rio, também problemas com som. Inclusive li algo que me chamou a atenção. Um dos fãs comentou que o melhor a fazer era ligar o perfil “fã de Iron Maiden” e deixar pra lá. Ele explicou depois que o fã de Iron Maiden, sempre acha que o último show ao vivo da banda foi o melhor independente de qualquer coisa de ruim que tenha acontecido. Eu, como maidenmaníaco, sei o que ele quer dizer.
Um outro detalhe curioso. Alguns fãs perceberam que os amplificadores da banda sempre tinha algo escrito e juntando as palavras dos shows de BH e SP, têm-se algo como
“once upon a time two boys started a group”
Em algumas fotos que estão rolando pela net, você consegue identificar isso.
No show de terça-feira em SP, em determinado momento de True Faith, Hook quis dar uma força a Barney, que parecia enrrolado com a letra. A emenda ficou pior, cada um canta uma parte diferente da letra e se olham como quem diz: ‘What a hell’s?” veja no youtube -> http://www.youtube.com/watch?v=lSJgyE5p990 ou diretamente no fim desta página.
Eu gostaria de ter visto o Joy Division, mas de alguma forma, Curtis deve estar tranqüilo com o que restou da sua banda.
****
*Coloque Bizarre Love Triangle 94 no seu aparelho de som, quando chegar aos 2min47seg, feche os olhos e escute... é o baixo mais triste da história da música.
MM tem 29 anos, não lembra nem quando nem como ouviu New Order pela primeira vez, mas sabe que ainda ouvirá estas mesmas músicas por um longo tempo.
Domingo, 12 de Novembro.
Frio, bem frio. E confesso que se não houvesse combinado para ir a esse show, não sairia de casa. Mas eu prometi e marquei com uma amiga que iria, e eu não sou do tipo que promete e não cumpre.
Auditório do Ibirapuera – faz um bom tempo que eu não vou ao parque do Ibirapuera, e sinceramente, não lembro de ter reparado à construção que atende pelo nome de Auditório, localizada próxima a Oca. De qualquer forma, é lá o lugar que Arnaldo Antunes escolheu para a estréia nacional do seu show e cd denominado “Qualquer”. Segundo o flyer entregue na porta do auditório, este cd foi lançado em outubro pela gravadora Biscoito Fino. É o sétimo cd solo de Arnaldo e tem parcerias com Adriana Calcanhoto, além de, adivinha? Marisa Monte e Carlinhos Brown.
Este cd foi gravado no esquema ao vivo, e sem bateria. Somente violões, guitarras, acordeon e teclado são somados à voz.A idéia era justamente demonstrar a sonoridade possível de ser alcançada sem utilizar instrumentos de percussão. Escutei rapidamente alguns trechos de faixas do cd, e é clara a influência de ritmos nordestinos, como baião e forró ao longo do disco.
Com um atraso mínimo, sobem as cortinas do imenso palco e aparecem posicionados Chico Salem (violões) à direita, Betão Aguiar (guitarras) mais ao centro e Marcelo Jeneci (acordeon e teclados) à esquerda. Arnaldo entra no palco trajando uma calça de yôga (segundo minha amiga), camisa e coletes cinza. A música de abertura é “Qualquer”. Músicas de Arnaldo Antunes tem uma identidade não muito difícil de ser reconhecida. A letra diz entre outras coisas: “qualquer curva de qualquer destino que desfaça o curso de qualquer certeza”. Boa noite São Paulo, boa noite Ibirapuera e Arnaldo vai seguindo seu repertório baseado em músicas do
novo disco e de álbuns anteriores. Não anotei o set list corretamente. Rolaram músicas como “Se você”, “Se tudo pode acontecer”, “2 perdidos numa noite suja”, “Fim do dia”.
Arnaldo parece levar a sério aquela expressão que diz “Dance como se ninguém estivesse olhando”. No caso dele eu acrescentaria “e como se o ritmo fosse algo secundário”. A forma como ele se mexe no palco é um ponto à parte no show. No início deu para perceber que parte da platéia segurava as risadas, mas todos se acostumaram e entenderam que isso é parte do show. Arnaldo se arrasta, trança as pernas, chuta o ar, pula, corre, poga, senta no chão, derruba o microfone, se enrola nos fios, dá cambalhotas. Tem a elasticidade e movimentação de uma criança. E após compreender essa movimentação toda, isso se torna algo meio
hipnótico para o público. Ele agradece a presença de todos e fala sobre o lançamento do cd “Qualquer”.
Em um determinado momento, chama o convidado da noite, que também participou na gravação do disco. Edgar Scandurra, guitarrista da banda Ira. A música a ser executada é “Para lá”, parceria de Arnaldo e Adriana Calcanhoto. Scandurra fica no palco por umas cinco músicas, com a sua indefectível guitarra verde fazendo efeitos estilo Wah-Wah não com o pedal, mas com o microfone.
Em “Socorro” Arnaldo deita no palco e ao final deixa que a platéia cante as estrofes finais incitando “Eu quero ouvir vocês!!!”. Após a música, ele diz que “a palavra Qualquer esteve sobrevoando o disco, pois aparece em várias músicas. E então, a gente resolveu deixa-la pousar”. A platéia aplaude, e vai crescendo em entusiasmo junto com o artista.
Uma bela canção chamada “Saiba”. Em suas estrofes coisas como:
Saiba: todo mundo foi neném
Einstein, Freud e Platão também
Hitler, Bush e Sadam Hussein
Quem tem grana e quem não tem
Saiba: todo mundo teve infância
Maomé já foi criança
Arquimedes, Buda, Galileu
e também você e eu
Saiba: todo mundo teve medo
Mesmo que seja segredo
Nietzsche e Simone de Beauvoir
Fernandinho Beira-Mar
Um parágrafo sobre a casa. O auditório Ibirapuera parece ser um daqueles locais que te estimulam a querer ver mais shows, sejam eles quaisquer. O local é extremamente agradável. Possui um grande hall de entrada, todo em branco com detalhes em vermelho. O palco, grande tanto em largura quanto em profundidade, é rebaixado e de qualquer uma das confortáveis cadeiras estofadas cobertas com tecido vermelho a visão é boa. Ótimo lugar para espetáculos mais tranqüilos, assim como o de Arnaldo. No fundo, imagens são projetadas a cada música. Eram imagens de... é...bem... Bom, é um show do Arnaldo Antunes, como definir algo de
maneira simples?? Eram imagens e pronto!
Músicas da época dos Titãs também estão presentes no repertório, como “Não vou me adaptar” tocada em uma diferente versão meio forró. Versões de “Bandeira Branca” e “Qualquer Coisa” e “O Silêncio” marcam presença.
Final da primeira parte do show, Arnaldo agradece e todos saem do palco. Alguns poucos minutos, o violonista Chico Salem volta. “Exagerado” de Cazuza com algumas estrofes de “Sem pecado e sem juízo” de Baby do Brasil fazem o início do bis.
A segunda música, esperada por muitos e até por esse que vos escreve, foi uma versão reduzida de “Pulso”. Será que ele não lembra mais a letra?
Scandurra é chamado ao palco novamente. O show encerra com “Lua Vermelha”, composição em parceria com Carlinhos Brown. Boa melodia, tranqüila, com aquele sentido que só Carlinhos saberia explicar. Mas definitivamente, Arnaldo Antunes e seu som não se explicam, apenas se aproveitam.
MM tem 29 anos, e não se arrependeu de sair de casa no domingo numa noite fria para ver um show “qualquer”.
Se você conhece o Bunnyman (dono do site), eu (colaborador do site), ou acompanha este site há algum tempo, deve estar se perguntando: “Que raios esses caras estão agora escrevendo sobre show do Roberto Carlos??????”
Bom, antes de tudo, eu sempre disse que algumas coisas têm que ser feitas nesta vida. Não vou estender a lista aqui, mas com certeza, ver um show do Roberto Carlos está incluso. Claro, isso se você gosta de música e independente de qual é o seu estilo preferido. Com certeza esse cara deve ter influenciado alguma banda, artista ou som que você gosta hoje. Isso é inevitável.
Para aqueles mais novos, para aqueles que já responderam “Maconha” quando o Skank diz “É proibido fumar!”, ou para aqueles que cantaram “É preciso saber viver” junto com o Titãs ou, mais recentemente, quem gostou e pulou ao som de “Além do Horizonte” com o Jota Quest. Pois bem crianças, são todas músicas do Rei.
Eu, Bunnyman e sua respectiva noiva, Andrea, acompanhados de nossos pais (belo álibi para ver um show do Rei, não?) nos dirigimos ao Credicard Hall. Tínhamos a impressão que seria um inferno para conseguir chegar e estacionar, já que em um show deste tipo de público, não tem papai-me-leva-deixa-na-porta-e-me-pega-depois-do-show e nem-vamos-de-ônibus-mesmo.
Erramos. Acho que nunca foi tão simples chegar e estacionar em um local de show em toda a mnha vida!
Uma profusão de senhoras bem vestidas (outras nem tanto), maquiadas, tiozinhos, vovós, vovôs, cabeças brancas. Sem precisar ser revistado na porta, seguranças e funcionários da casa extremamente pacientes para indicar o assento correto e ajudar as vovós a subirem as escadas. Realmente, é um show para os súditos da realeza.
Marcado para as 22 horas, o show só começa às 22h38h. Sobem as cortinas do palco e o coral e banda (acho melhor dizer orquestra) do Rei iniciam com um medley de músicas. Mais tarde, o próprio Rei informaria que o nome da orquestra é RC9, apesar de às vezes contar com mais de 50 integrantes dependendo do show. Duas guitarras, baixo, bateria, órgão, piano, metaleira e percursão, além de três pessoas no coral e um maestro.
A banda (ops, a orquestra) está disposta no palco de uma maneira em que é praticamente impossível ver seus rostos. E a iluminação contribui muito para isso. A cor azul predomina nas vestes e nas luzes. O locutor anuncia: “Senhoras e Senhores, com vocês... Roberto Carlos e Orquestra”. Eis que surge Sua Majestade. Terno azul (óbvio) camisa e sapatos brancos (mais óbvio ainda) e um cinto com uma fivela de impor respeito a qualquer caubói. A banda está
executando os acordes de “Emoções”. Parte da platéia está meio embasbacada e a outra parte grita absurdamente. A banda dá a deixa, o Rei dá uma suspirada ao microfone – eu nunca vi uma suspirada causar tanto furor em uma platéia – e solta:“Quando eu estou aqui... vivendo este momento lindo...”
Amigos, eu me sentia dentro de um especial da Rede Globo no dia 25 de dezembro.
Desde que eu me conheço por gente, todo show do Roberto Carlos que passa na tv começa com Emoções, termina com Jesus Cristo e as indefectíveis rosas sendo jogadas a platéia. Sim, eu já sei que vou ver isso de novo. Mas definitivamente, ver isso ao vivo... he he he... são muitas emoções, bicho (trocadilho inevitável quando se fala de Roberto Carlos).
Ao final da música de abertura, as primeiras palavras de Sua Majestade. Boa noite, agradecendo por estarmos ali, pelo carinho, por esse amor, por tudo de bom que temos lhe proporcionado durante todos esses anos Agradece ao patrocinador também e diz que poderia dizer muito mais, mas que prefere continuar cantando. Pausa dramática e... “Eu tenho tanto... pra lhe falar... mas com palavras, não sei dizer... como é grande...”
Claro, não preciso dizer o que introduções como essas, somadas à voz grave amplificada no microfone causam na platéia. Uma senhora atrás de mim está literalmente tendo um orgasmo. E olha que é somente a segunda música.
Próxima música, “Além do horizonte”.
Em algum lugar eu li uma declaração onde ele disse não ser um bom instrumentista. As luzes se apagam e acendem revelando-o com um violão no colo. Sim, o Rei não é um bom instrumentista. Mas quem se importa com isso, quando a música que vem é “Detalhes”.
Músicas: “Não quero ver você triste”, “Eu estou apaixonado por você”
E então o Rei inicia um medley com músicas da Jovem Guarda, “Aquele beijo que eu te dei, Splish Splash”, “Negro Gato”. Aqui ele diz que “não lembra muito bem da letra dessas canções, o que significa que a terapia está funcionando”. Em “O Cadilac” percebe-se uma movimentação diferente do lado direito do palco. As luzes se apagam, pausa dramática e ao acender novamente, um enorme cadilac inflável, vermelho cintilante, como diz a música, aparece do nada atrás do Rei, que puxa a manga do paletó e dá uma pequena polida na porta. Efeito simples e bem sacado.
Luzes apagadas de novo ( os cenógrafos trabalham muito neste show ). O piano branco que estava do lado direito do palco, agora se encontra no centro com o Rei sentado ao banquinho. O telão desce e exibe a letra da música “Acróstico”. O nome é feio, mas o significado é belo. Trata-se de escrever um texto em que as primeiras letras de cada linha lidas na vertical, formam uma outra palavra. Bem, melhor que explicar é demonstrar:
M ais que a minha própria vida
A lém do que eu sonhei pra mim
R aio de luz
I nspiração
A mor você é assim
R ima dos versos que eu canto
I menso amor que eu falo tanto
T udo pra mim
A mo você assim
M eu coração
E ternamente
U m dia eu te entreguei
A mo você
M ais do que tudo eu sei
O sol
R aiou pra mim quando eu te encontrei
“Arrasou!!!” – grita uma menina na platéia.
Índia, outra música re-gravada constantemente por outros artistas.
O Rei volta a falar com a platéia, comenta que as músicas naquele tempo, no tempo da jovem guarda, eram todas ingênuas. Diz que eles não, mas as músicas eram muito ingênuas. E que ninguém precisa dizer a ele, que ele sabe, que “isso faz muuuuito tempo bicho... bota tempo nisso”. Fala também que era necessário que alguém desse o primeiro passo, falasse as coisas que tinha que ser faladas, pelo menos as que ele achava que tinha que falar, que colocasse mais sensualidade no ar. E aí surgiu: “Eu te proponho...”
Além de:
No seu corpo
Os seus botòes
Café da manhã
Música suave
Nesta música, uma das coristas vem até o Rei para alguns passos de dança de “rosto coladinho”. A senhora que estava atrás de mim deve ter morrido...
Hora de apresentar os seguidores. O Rei apresenta a orquestra, um por um, fazendo brincadeiras com idade, falta de cabelos e corpos roliços. Claro, só resguardando as moças do coral. Deve ter levado uns 10 minutos para apresentar a banda toda.
E então vem “Cavalgada”. Reza a lenda que esta música foi difícil de ser executada ao vivo e na mídia devido a ter trechos considerados pornográficos e extremamente eróticos em sua letra. Veja um fragmento e tire suas conclusões:
“Vou cavalgar por toda a noite
Por uma estrada colorida
Usar meus beijos como açoite
E a minha mão mais atrevida
Vou me agarrar aos seus cabelos
Pra não cair do seu galope
Vou atender aos meus apelos
Antes que o dia nos sufoque”
Hora de “É preciso saber viver”, onde no começo o Rei erra, recomeça e diz:
“Quem espera que a vida... seja feita de ilusão... Tá ferrado bicho! Tá mesmo”
Outra parte da letra trocada é:
“Se o bem e o bem existe... você pode escolher...”, onde o original era: “Se o bem e o mal existe... você pode escolher...”
Além de sofrer de TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo, ser extremamente apaixonado pela sua finada mulher Maria Rita, se vestir sempre de azul e branco, o Rei também tem outra mania perceptível. Aboliu completamente do seu atual repertório toda e qualquer música que tenham palavras como “inferno”, “mal” e coisas do tipo. Só canta as músicas, ditas do bem. Em casa, temos boa parte dos discos do Roberto Carlos das antigas, do tempo em que ele não fazia música para mulheres de 40, que usam óculos ou caminhoneiros. Do tempo em que ele mandava tudo para o inferno e dizia ser terrível.
Eu sinceramente gosto de escutar estes discos de vez em quando e relembrar meados da década de 80 (sempre ela) onde todos os domingos, de maneira religiosa, minha mãe escutava o programa da Rádio América, que tocava por volta de 3 horas de músicas de Roberto Carlos. Foi aí que eu defini o termo “cultura implantada”, que significa ouvir / ver tanto uma determinada coisa, que acaba grudando em seu subconsciente. Isso explica porque eu sei tantas letras do Rei de cor.
Antes de “É preciso saber viver” terminar, o pessoal que estava em mesas mais próximas ao palco, já tinha se levantado e chegado na grade de segurança para ficar mais perto do Rei. Sinal de que o show está no final.
Começam os acordes de “Jesus Cristo” e o Rei começa a bater palmas daquela maneira peculiar, deixando os braços caírem paralelos ao corpo após cada batida. Senhoras tiram os sapatos, sobem nas cadeiras, vestem camisas com a estampa da foto do Rei por cima dos vestidos, usam faixas na cabeça, onde se lê “Rei”.
O Rei agradece à todos, a orquestra, ao público. O maestro auxilia o Rei pegando os ramos de rosas brancas e vermelhas e entregando-os à majestade, que vai de ponta a ponta no palco, beijando e ora arremessando ora entregando as flores nas mãos das afoitas fãs. Em troca recebe ursinhos, embrulhos, flores, quadros e toda sorte possível de presentes, que abraça, cheira, olha, balança e brinca. Contei no relógio, foram 23 minutos com o coral cantando “Jesus Cristo eu estou aqui...”.
O Rei vai até o meio do palco, se despede, manda beijos. Sai de cena. A banda encerra a música, a platéia grita “Volta!! Volta!!!”. Mas Sua Majestade não volta. Nos telões do Credicard Hall, a imagem do Rei de braços abertos, cabelos compridos, mullets, vestido de azul e branco. Tal qual um especial de Natal da Tv Globo... mas não há como negar e evitar o trocadilho de sempre: Ver um show do Rei... muitas emoções, bicho...
Setlist
Emoções
Como é grande o meu amor por você
Além do Horizonte
Detalhes
Não quero ver você triste
Eu estou apaixonado por você
Aquele beijo que eu te dei
Splish Splash
Negro Gato
O Cadilac
Acróstico
Índia
Proposta
Seu corpo
Os seus botões
Café da manhã
Música suave esqueci de anotar o nome dessa ... essa também
Cavalgada
É preciso saber viver
Jesus Cristo
MM tem 29 anos, não acredita na monarquia, mas ficou surpreso por perceber que sabe de cor a letra de tantas músicas do Rei.
O que dizer depois de tantas emoções?
Devido ao teor do site, todos sabem dos nossos gostos. O que predomina nos cdplayers e qual bandeira levantamos. Mas de algum tempo para cá, a abertura músical se tornou quase que obrigatória. A mente se abre e conseguimos encontrar prazer ao ouvir Fields of Nephilim ou The Cure da mesma forma que ouvimos Roberto Carlos, Sinatra ou Tom Jobim.
Essa abertura nos deu a honra de participar de um evento que eu acredito ser importante para quem gosta de música. Entendo por música tudo aquilo que toca ou não no rádio. Do brega ao metal. Do Gótico à Dance Music. Sem rótulos, por favor.
O Grande Rei Betão, não tem necessidade de trabalhar mais com música. A própria presença do homem no palco é suficiente para que muitos (as) estejam com o dia ganho.
Me espantei com sua simplicidade e atenção com todos tanto no palco quanto naplatéia. Um figura de carisma sobrenatural e de sentimentos simples e sinceros que são, nitidamente, expostos durante o evento.
Como o Tchello disse, existem histórias da infância na qual RC esteve presente.
No meu caso, meu pai nasceu na mesma cidade e foi contemporâneo do cara. Isso ajudou muito no descobrimento da carreira daquele que é considerado O Rei.
Fica registrado para essa geração e para as futuras que nunca na história da música nacional, existirirá algum músico tão completo como o Rei Roberto Carlos.
Off: Na fila do refrigerante, uma mulher muito bem vestida, porém extremamente dondoca estava com seu Chandon em punho quando, subtamente, expele uma babada típica daquele que engasgou com a sopa. Segurando a gargalhada e mantendo a formalidade do local, continuo olhando de canto de olho preparado para o chilique. Olha... a mulher nem se abalou. Fingiu que não foi com ela, a amiga fingiu que não viu e nenhuma ação foi tomada. Nem mesmo de se secar. A gargalhada teve que esperar.
Ricardo Bunnyman também gosta de Morrissey, Echo and The Bunnymen, Sisters of Mercy, Cure, Joy Division e de Roberto Carlos mas evita sua fase anos 80. Gosto o Julio Iglesias e do
Frank Sinatra também. E daí? Vai encarar?